Se a temperatura média global aumentar, haverá risco de colapso
Uma nova extinção em massa pode estar se aproximando; caso os efeitos das mudanças climáticas não sejam revertidos, ela poderá ser a maior e mais rápida dos últimos 250 milhões de anos.
Alerta foi feito pelo cientista Hugh Montgomery, diretor do Centro de Saúde e Desempenho Humano da University College London, durante o Global Summit, realizado nesta semana no Rio de Janeiro.
Segundo Montgomery, o processo de extermínio já estaria em curso, com potencial de se tornar o mais rápido e devastador da história da Terra.
Cientista comparou cenário atual ao do Período Permiano, há cerca de 250 milhões de anos, quando aproximadamente 90% das espécies desapareceram por conta de alterações extremas no clima do planeta.
Estudioso também apresentou dados recentes sobre as emissões de gases de efeito estufa.
Em 2023, as emissões globais alcançaram 54,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (COe), volume que representa um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior.
De acordo com ele, a concentração de CO está não apenas aumentando, mas acelerando progressivamente.
Colapso - Montgomery destacou que, se a temperatura média global alcançar 3 °C acima dos níveis pré-industriais, haverá risco de colapso climático generalizado.
Em 2023, a temperatura média global ficou cerca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o que acende um sinal de alerta.
Ainda segundo o cientista, mesmo um aumento entre 1,7 °C e 2,3 °C pode provocar o derretimento das camadas de gelo do Ártico.
Além de afetar a Circulação Meridional do Atlântico, sistema responsável pelo equilíbrio climático em diversas regiões.
Alteração desse sistema pode resultar na elevação do nível do mar em até vários metros nas próximas décadas, com impactos significativos em áreas costeiras e no funcionamento de ecossistemas.
Montgomery também chamou atenção para os efeitos diretos do aquecimento global sobre a saúde da população, que já são perceptíveis.
Para ele, é necessário pensar em medidas de adaptação às mudanças no clima, mas sem deixar de lado a prioridade de reduzir as emissões de gases poluentes. Fotos: Pexels (ilustrativas)