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Família com crianças de 2 a 9 anos estão entre os mais jovens presos pela Ditadura Militar | Memorial da Resistência de São Paulo
O período da Ditadura Militar no Brasil, que perdurou entre 1964 e 1985, também teve crianças entre seus presos políticos. Na década de 70, no auge da repressão, crianças de 2 a 9 anos foram fichadas como "elementos subversivos" e detidas pelo regime autoritário.
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Foi o caso de Ernesto Carlos Dias do Nascimento, de 2 anos de idade, Zuleide Aparecida do Nascimento, de 3 anos; Luiz Carlos Max do Nascimento, de 5 anos; e Samuel Dias de Oliveira, de 9 anos. A família está entre as pessoas mais jovens detidas pela ditadura no Brasil.
As crianças foram capturadas no Vale do Ribeira junto da avó, Tercina Dias de Oliveira, pela equipe do DOI-Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, em 1970.
O motivo da prisão ocorreu porque os seus pais, Jovelina Tonello e Manoel Dias do Nascimento, eram militantes do movimento da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), sob o comando do guerrilheiro Carlos Lamarca.
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Aos olhos dos militares, as crianças eram nascidas em uma família considerada “terrorista”. Ernesto, o mais jovem da família, acompanhou os pais nas prisões clandestinas da Oban, do DOPS e do DOI-CODI, além de presenciar as torturas.
Após um mês de prisão, as crianças foram exiladas em Cuba acompanhadas pela avó, entre 1970 a 1986. Os pais continuaram presos. Os quatro “elementos menores subversivos” foram proibidos de retornar ao Brasil antes da promulgação da Lei da Anistia, em 1979.
O regime acabou através do movimento popular das "Diretas Já" e quando José Sarney assumiu a presidência, dando início ao período conhecido como Nova República.
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Ao atingir a maioridade, Ernesto se formou como técnico de projetos mecânicos, profissão que exerce atualmente no Brasil, aos 57 anos.
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