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Meninos foram coagidos a confessar um roubo de carro | Reprodução
A primeira audiência do caso dos meninos torturados por policiais militares na zona leste, em São Paulo, começou na quinta-feira (3/4).
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Em maio do ano passado, dois meninos de 14 anos foram acusados injustamente de roubar um carro e foram agredidos por cinco policiais militares. Agora, as autoridades respondem por tortura e fraude processual.
Os meninos voltavam da casa de um amigo a pé quando foram abordados no muro da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio de Grammont, na Travessa Meiri.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os meninos foram coagidos a confessar o crime, algemados e levados para a viatura. Ao chegar ao local do carro roubado, os policiais queimaram os jovens com cigarro, os agrediram e deram risadas da situação. As cenas foram registradas pelas câmeras corporais.
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A denúncia indicou que o cabo Leandro de Freitas Menezes e o soldado Guilherme Correia Jordão foram responsáveis pelas agressões e pela tortura “ativa”, enquanto o sargento Gilmar Fim, a cabo Virgínia Gonçalves Rakauskas, e o soldado Igor Vianna Da Silva se omitiram.
O caso foi registrado no 49° Distrito Policial de São Mateus, onde os meninos confessaram o roubo do carro “diante do intenso sofrimento físico e mental”, concluiu o Ministério Público.
Depois, os jovens foram encaminhados diretamente para a Fundação Casa, onde passaram cinco dias internados. Um recente estudo também apontou que as mortes de crianças e adolescentes pela Polícia Militar dispararam na capital paulista.
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