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Macaco | Marcelo Lima de Freitas
Desde maio o mundo enfrenta o maior surto da doença zoonótica Varíola dos Macacos, causada pelo vírus Monkeypox, que foi descoberto em 1958. Em 1970 houve o primeiro registro de caso da doença em humanos, na África. Apesar da nomenclatura “varíola dos macacos”, a transmissão atual da doença ocorre pelo contato ‘entre humanos’.
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Estudos indicam que o vírus teve origem em roedores silvestres e esquilos no continente africano. Portanto, os primatas não são os agentes causadores da doença. Como os primeiros casos notificados foram em primatas, houve a infeliz denominação da doença.
Os macacos são tão vítimas quanto os humanos, pois são infectados ao acaso. Eles têm um papel importante de sentinelas, alertando os humanos sobre o avanço da doença.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, a Varíola dos Macacos étransmitida pelo contato com gotículas exaladas (tosse ou espirro) por alguém infectado (humano ou animal), contato direto com as bolhas na pele (lesões) e com materiais contaminados, como roupas e lençóis.
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Os sintomas são dores de cabeça, nos músculos e nas costas, lesões na pele que começam no rosto e se espalham para outras partes do corpo, inclusive genitais, febre, calafrios, inchaço dos gânglios linfáticos. A erupção associada à varíola do macaco pode ser confundida com outras doenças como sífilis secundária, herpes e varicela-zóster.
O período de incubação varia de 5 a 21 dias, pelo que pessoas infectadas devem ficar isoladas e em observação. Não há, ainda, vacina disponível ao público.
Dados prévios da África sugerem que a vacina contra a varíola é, pelo menos, 85% eficaz na prevenção da varíola símia, pois o vírus desta doença está intimamente relacionado com o vírus que causa a varíola. O Brasil registrou 17 casos para a varíola dos macacos até o momento.
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