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Depressão pode ser hereditária? Entenda causas, sintomas e tratamentos

De acordo com a OMS, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas

28/06/2023 às 15:40  atualizado em 27/03/2024 às 13:18

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Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas. A Gazeta conversou com um neurologista que explicou a doença, sintomas, tratamentos e prevenções.

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O que é depressão?

Um dos estereótipos que a doença mais famosa do século carrega é ser confundida com tristeza. Por mais que vários pacientes que têm a doença relatam o sintoma, a depressão é mais que isso, o médico neurologista João Nicoli explicou à Gazeta essa diferença. 

“A pergunta que mais recebo é como diferenciar tristeza da depressão. A tristeza é um estado normal do ser humano. Aliás, é necessária para momentos de reflexão e amadurecimento. Existe alguma tristeza, por exemplo, na empatia. Se nunca ficássemos tristes, seríamos, também, incapazes de reconhecer a dor do próximo. Da mesma maneira, como existe o dia e a noite, se não experimentamos a tristeza, não saberíamos reconhecer a felicidade”, explicou o neurologista.

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Já a depressão é um conceito mais amplo explicou o especialista. “A depressão, por outro lado, não passa por esse processo, por si só, de amadurecimento. São pensamentos sempre muito ruins que não levam a nenhum tipo de reflexão ou construção positiva. A pessoa se vê imersa naqueles pensamentos negativos e autodepreciativos de maneira persistente e prolongada, que, em geral, dura meses ou anos", complementou o profissional à Gazeta. 

A depressão pode ser hereditária?

Existem estudos que indicam que a depressão pode ser hereditária. “Existem estudos científicos que sugerem que existe influência genética na susceptibilidade à depressão. Pessoas com histórico familiar de depressão têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno em comparação com aquelas sem histórico familiar.” explicou o neurologista.

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O médico reforçou que esse gene depressivo está em nosso DNA, mas só com um estilo de vida de estresse, trauma e desequilíbrio pode vir à tona. “A hereditariedade da depressão não é determinada por um único gene, mas sim por uma combinação complexa de fatores genéticos e ambientais. Vários genes podem estar envolvidos, cada um contribuindo com um pequeno efeito para a vulnerabilidade à depressão. Esses genes podem interagir com fatores ambientais, como estresse, trauma, eventos de vida adversos, desequilíbrios químicos no cérebro ou suporte social para influenciar o risco de desenvolver depressão", complementou João Nicoli. 

O neurologista reforçou que essa hereditariedade não é o único causador para a enfermidade, e sim um conjunto de fatores. “Embora a hereditariedade desempenha um papel, nem todas as pessoas com histórico familiar de depressão desenvolvem o transtorno. Muitas pessoas sem histórico familiar podem apresentar depressão”

Quais os sintomas da depressão?

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Segundo o médico, os sintomas da depressão envolvem a combinação de sintomas emocionais, cognitivos e físicos. Alguns deles são:

1. Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança, desânimo ou vazio.
2. Diminuição do interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas.
3. Perda ou ganho significativo de peso, sem intenção, devido a mudanças no apetite.
4. Insônia (dificuldade para dormir) ou hipersonia (excesso de sono) quase todos os dias.
5. Sensação de cansaço constante, mesmo sem esforço físico.
6. Sentimentos excessivos de culpa, autocondenação ou sensação de que tudo está errado.
7. Dificuldade em se concentrar, tomar decisões ou lembrar detalhes.
8. Pensamentos sobre a morte, ideação suicida ou tentativas de suicídio.

O médico ressaltou que esses sintomas devem estar presentes de maneira persistente para que o diagnóstico de depressão seja feito, além da exclusão de outros transtornos médicos ou psiquiátricos que possam explicar melhor os sintomas.

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Como prevenir uma depressão?

O neurologista explicou que existem métodos para prevenir o desenvolvimento de uma depressão. "É um desafio complexo, mas existem algumas estratégias que podem ser úteis na redução do risco de desenvolver o transtorno". Algumas delas são:

1. Priorize o autocuidado, mantenha uma rotina saudável, durma adequadamente, alimente-se bem e pratique atividade física regularmente.
2. Mantenha conexões sociais significativas com amigos, familiares e comunidade. Relacionamentos saudáveis e apoio emocional podem fornecer suporte durante momentos difíceis.
3. Aprenda estratégias eficazes de gerenciamento do estresse, como técnicas de relaxamento, meditação, exercícios de respiração ou atividades que tragam prazer.
4. Procure ajuda profissional se você estiver enfrentando problemas de saúde mental, como ansiedade, estresse crônico ou se você acredita que as coisas podem não estar indo bem. Os profissionais estão lá para ajudá-lo a descobrir o que você precisa.
5. O abuso de álcool e drogas pode aumentar o risco de desenvolver depressão. Evite o consumo excessivo e busque ajuda se tiver dificuldade em controlar o uso de substâncias.
6. Esteja atento aos sinais e sintomas da depressão, tanto em si mesmo quanto nos outros. Costumo dizer que devemos amar atentos. A nós mesmos e aos que estão ao nosso redor.

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Qual o tratamento para quem já tem um quadro depressivo?

O médico alertou que o tratamento da depressão envolve sempre abordagem multidisciplinar, que pode incluir terapia cognitivo-comportamental (TCC), rede de suporte social e emocional, mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico regular e, em alguns casos, o uso de medicamentos antidepressivos.

O neurologista João Nicoli terminou reforçando a importância da rede de apoio e dos familiares no tratamento. “Não se esqueça de que o apoio de não profissionais também é extremamente valioso. Tenha os familiares e amigos confiáveis por perto". 

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*Estágiaria sob supervisão da Redação
 

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