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De acordo com o Procon-SP, medida não é ilegal | Bruno Cecim/Agência Pará
Após três meses de “trégua”, o preço da carne voltou a subir nos supermercados da região do Paulista e deu a principal contribuição para que a cesta básica registrasse, em abril, o maior valor nominal de sua história.
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Levantamento realizado pela Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa) revela que, no mês passado, o conjunto de 34 itens essenciais de alimentação e higiene foi vendido, em média, por R$ 899,11 no ABC, valor 3,4% superior ao apurado em março (R$ 869,51).
Assim, o consumidor da região teve de desembolsar mais R$ 29,60 para adquirir os mesmos produtos.
Segundo a Craisa, 23 dos 34 produtos ficaram mais caros no mês passado, com destaque para a carne bovina de primeira (coxão mole), que subiu 14,1%, para R$ 39,40 o quilo, em média. Em 12 meses, esse corte acumula reajuste de 47,2%. Menos expressivo foi o aumento da carne de segunda (acém), que avançou 7,6%.
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A alta interrompe três meses consecutivos de queda nos preços. Nesse período, a carne ficou 5,3% mais barata. A mudança na trajetória pode ser explicada pelo aumento nos custos de produção, em especial da ração animal, puxado pelo dólar.
Pelo mesmo motivo, o leite longa vida subiu 6,1% em abril, para R$ 3,49 o litro, em média – maior valor em quatro meses. Tanto a carne como o leite seguem em alta mesmo com a redução nas alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), anunciada em março pelo governo do Estado.
Também na casa de dois dígitos, a batata lavada subiu 13,7%, para R$ 5,99 o quilo, em média – aumento esperado, tendo em vista que abril costuma ser um mês de entressafra na bataticultura.
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Variações positivas foram registradas ainda nos preços do papel higiênico branco (8,4%), da bolacha doce (7,3%), do sabão em barra (5,4%) e do extrato de tomate (5,2%), entre outros produtos.
No sentido contrário, a pesquisa da Craisa constatou que banana (-23,6%), sabão em pó (-11,5%), frango (-8,2%) e laranja (-7,3%), entre outros, registraram deflação, ou seja, ficaram mais baratos em abril. Vilão da pandemia, o arroz recuou no mês passado, mas continua em patamar bastante elevado – R$ 25,96 o pacote de 5 kg, valor 66,6% superior ao de 12 meses atrás (R$ 15,58).
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No ano, a cesta básica variou 3,4% e, no acumulado de 12 meses, 28,3%. Nesse mesmo intervalo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do país – avançou 6,8%.
A Craisa acompanha os preços de 34 produtos nos principais super e hipermercados de seis dos sete municípios do ABC – não há cotações em Rio Grande da Serra. A pesquisa é baseada no consumo de uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, no período de 30 dias.
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