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As causas da síndrome do fim de ano são diversas | Gpointstudio/Freepik
A chegada de dezembro pode fazer com que muitas pessoas se sintam mais ansiosas, estressadas e tristes. Os sentimentos, que parecem mais negativos com a aproximação do 12º mês do calendário, tem nome: síndrome do fim de ano, ou “dezembrite”.
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“A "síndrome do fim de ano" não é um termo utilizado de forma científica, mas descreve bem o que sentimos em dezembro. Portanto, é um conjunto de comportamentos, pensamentos e emoções características do último mês de cada ano”, explica o psicólogo Richard Avila.
De acordo com o psicólogo Filipe Colombini, CEO da Equipe AT, empresa com foco em atendimento terapêutico, as causas da síndrome do fim de ano são diversas. Porém, de modo geral, estão ligadas com as obrigações e necessidades sociais impostas pelo mês de dezembro.
Reflexões sobre o ano que passou, memórias difíceis relacionadas às datas comemorativas, como saudades de quem já partiu, e até as redes sociais, também podem funcionar como gatilhos para a síndrome.
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“Dezembro tem uma característica de ansiedade e estresse coletivo, pois todos estão tentando fechar suas atividades antes da virada do ano”, observa Richard, que é fundador do Espaço Terapêutico Nosco.
“A interação social com familiares, amigos e colegas de trabalho por conta das festividades e a necessidade de se ver antes do final do ano também pode ser um estressor para aqueles que possuem uma rotina mais atribulada”, completa o profissional do Nosco.
A ansiedade é um dos sintomas mais comuns, relacionados à proximidade do Natal e Ano Novo. Contudo, ela não é única. A “dezembrite” pode trazer sintomas emocionais, físicos e cognitivos e também comportamentais.
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Segundo os especialistas, lidar com os sintomas da síndrome de fim de ano exige planejamento realista, autocuidado e também ter uma rede de suporte, o que inclui familiares, amigos e, muitas vezes, ajuda profissional.
“Importante pedir ajuda e ter uma rede de suporte para apoio, cuidado, afeto; além da rede profissional”, diz Filipe.
Além disso, para proteger a saúde mental no fim do ano, é importante reorganizar as expectativas, focar no presente, reinterpretar as metas, gerenciar as interações sociais e conectar-se com as próprias emoções.
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“Em vez de se concentrar no que não foi alcançado, celebre suas pequenas conquistas ao longo do ano. Redefina objetivos para o próximo ano com flexibilidade, reconhecendo suas limitações e aprendizados”, aconselha Richard.
Sobre as interações sociais, o psicólogo diz ser importante estabelecer limites e dizer “não” a compromissos que causem desconforto ou desgaste excessivo.
"Crie seu próprio estilo de celebração. Se festas tradicionais não fazem sentido para você, organize algo mais alinhado aos seus valores e interesses”, finaliza.
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