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A incrível história do hotel 'mal-assombrado' do litoral de SP dos anos 80

O declínio do Maré Alta começou há cerca de 20 anos, transformando progressivamente o que era um ponto turístico em uma área de risco

Joseph Silva

03/04/2025 às 19:50  atualizado em 03/04/2025 às 20:11

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Hotel abandonado no litoral de SP coleciona histórias assustadoras

Hotel abandonado no litoral de SP coleciona histórias assustadoras | Reprodução/Youtube

Na paisagem costeira de Ilha Comprida, município do litoral sul paulista com seus 74 km de praias e cerca de 13 mil habitantes, as ruínas do Hotel Maré Alta se erguem como um monumento ao tempo e ao descaso.

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Localizado no Balneário Praia do Marlyn, o imponente edifício, que já foi sinônimo de sofisticação e luxo, hoje se reduz a paredes pichadas, vegetação invasora e estruturas comprometidas pelo abandono de aproximadamente duas décadas.

Os dias de glória

Inaugurado em 1984, o Hotel Maré Alta foi concebido como uma joia arquitetônica inspirada na forma de um navio, detalhe que se tornaria uma de suas marcas registradas.

Em seu auge, o estabelecimento oferecia uma estrutura completa para turistas exigentes, com restaurante de luxo e salão amplo, espaços para entretenimento incluindo sala de jogos e salão de festas, além de lavanderia profissional.

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O hotel recebia grupos musicais famosos e personalidades importantes, destacando o ambiente requintado que marcou época.

O processo de deterioração

O declínio do Maré Alta começou há cerca de 20 anos, transformando progressivamente o que era um ponto turístico em uma área de risco.

Atualmente, a vegetação ao redor do hotel alcança a altura de um adulto, abrigando animais peçonhentos como cobras e escorpiões.

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As estruturas, gravemente comprometidas pelo tempo e falta de manutenção, apresentam perigo iminente de desabamento, com relatos de telhas e partes do teto que podem cair a qualquer momento.

O misterioso abandono

As razões exatas para o fechamento do Hotel Maré Alta permanecem envoltas em mistério. Entre as versões que circulam entre moradores e frequentadores do local, destacam-se histórias de conflitos familiares e possíveis dificuldades financeiras que teriam levado ao abandono do empreendimento.

O criador de conteúdo Paulo Bergamo, que documenta o estado atual do hotel, confirma ter ouvido diversas explicações contraditórias sobre o ocorrido, nenhuma delas oficialmente confirmada.

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A resposta do poder público

Diante da situação crítica do imóvel, a Prefeitura de Ilha Comprida informou que está tomando providências para interdição do local e aplicação de penalidades aos proprietários.

A Defesa Civil foi acionada para realizar uma análise técnica detalhada da estrutura, que deverá indicar os procedimentos adequados para garantir a segurança da área.

Enquanto isso, o Controle de Vetores do município realiza monitoramento quinzenal no local, com aplicação de larvicidas e coleta de amostras para análise, numa tentativa de prevenir a proliferação de doenças.

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As autoridades reforçam a orientação para que turistas e curiosos mantenham distância do imóvel, considerando os múltiplos riscos que apresenta.

Entre a memória e o esquecimento

O Hotel Maré Alta permanece como um paradoxo na paisagem de Ilha Comprida. De um lado, representa o potencial turístico não explorado da região; de outro, serve como alerta sobre os efeitos do tempo e do abandono.

Sua história reflete tanto o esplendor do passado quanto os desafios do presente, numa narrativa que mistura fatos documentados com lendas urbanas que só aumentam com os anos.

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Enquanto aguarda por uma solução definitiva, seja através de revitalização ou demolição, o antigo hotel continua a despertar curiosidade e preocupação.

Ele se mantem como um marco físico da memória coletiva da cidade e um exemplo emblemático de como o descaso pode transformar rapidamente um símbolo de prosperidade em uma lembrança melancólica do que um dia foi.

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