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Cotidiano
Entre figuras certas e possibilidades, a cidade de SP já tem pelo menos 11 'prefeitáveis' para as eleições do próximo ano; veja quais são
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Entre os nomes que podem surgir nas urnas em São Paulo estão Nunes, Boulos, Kim, Olim, Datena e Tabata Amaral | Divulgação
Diversas forças políticas já estão se articulando de olho na eleição para a Prefeitura de São Paulo de 2024. A disputa promete ser uma das mais acirradas das últimas décadas, e tem a possibilidade real de colocar pela primeira vez alguém de esquerda sem ser do PT no cargo mais importante da cidade.
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As pesquisas já feitas, como a da Paraná Pesquisas, lançada em maio, mostram que o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) lidera as intenções de voto na Capital, seguido pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB). A dupla deve ter concorrentes fortes, como Tabata Amaral (PSB), José Luiz Datena (PDT), Kim Kataguiri (União Brasil), Marcos Pontes (PL) e até Delegado Olim (PR), entre outras figuras influentes da política paulistana.
Na ordem da esquerda para a direita, dentro do jogo político nacional, veja quais são os possíveis candidatos do pleito municipal de 2024, conforme apuração da Gazeta.
Guilherme Boulos (PSOL)
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Durante as eleições de 2022, Guilherme Boulos fez um acordo com o então presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT): abrir mão de concorrer ao Governo de São Paulo para favorecer a campanha de Fernando Haddad (PT) e, em troca, receber apoio do PT na campanha municipal de 2024. A tendência é o PT manter a palavra com o psolista, como é o desejo de Lula e da presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, mas já há pressão interna para que o partido lance candidato próprio.
Jilmar Tatto (PT)
O deputado federal Jilmar Tatto (PT) é uma das vozes da legenda que defende a anulação do acordo entre Boulos e Lula. Segundo ele, a cidade tem uma tradição em eleger nomes do PT (a cidade teve três prefeitos petistas: Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad), e o partido deveria voltar a buscar esse protagonismo. “Acho um erro apoiar uma candidatura do PSOL na cidade de São Paulo”, disse Tatto, recentemente.
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Tabata Amaral (PSB)
Desta vez não deve ser Márcio França (neste momento ministro dos Portos e Aeroportos de Lula) que tentará a Prefeitura de São Paulo pelo PSB, mas a deputada federal Tabata Amaral - a única mulher a despontar para a disputa até o momento na Capital. Ela também é disputada pelo PSDB, que, segundo se fala nos bastidores, só deve lançar uma candidatura própria ao Executivo municipal caso conte com a parlamentar em 2024. A pessebista é considerada uma candidata forte pela popularidade nas redes, pela atuação parlamentar de destaque e por conseguir votos entre a centro esquerda e a centro direita.
Datena (PDT)
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Mais uma vez José Luiz Datena se filiou a um partido de olho nas eleições. A dúvida agora é saber se novamente vai desistir do intento em cima da hora. Com a filiação ao PDT, oficializada em junho deste ano, ele já surge como um dos favoritos para o pleito paulistano. Dirigentes do partido disseram que o apresentador garantiu que desta vez irá até o fim no propósito. Já Datena preferiu ser mais misterioso em declarações à imprensa. “Depende do partido” e “não vou queimar etapas” foram as duas expressões usadas pelo apresentador ao jornal “Folha de S. Paulo” ao ser questionado sobre seu papel para 2024.
Ricardo Nunes (MDB)
O atual prefeito da Capital já está negociando com partidos para se tornar o grande oponente de Guilherme Boulos nas eleições do ano que vem. Para isso, o emedebista eleito em 2020 como vice de Bruno Covas (PSDB) vem dando uma nova roupagem ao seu discurso, para ficar mais alinhado ao conservadorismo e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). São comuns trocas de elogios, por exemplo, entre ele e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador paulista eleito com chancela de Bolsonaro. A sua expectativa é contar pelo menos com o apoio do Republicanos, do PP, do PSDB, do União Brasil e do PSD. Ele também pretende chegar à campanha com duas marcas de gestão: a revitalização do centro e a promoção do maior programa de recapeamento da história da Capital.
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Celso Russomanno (Republicanos)
Após três derrotas consecutivas ao cargo – sempre sendo lançado como favorito –, o deputado federal Celso Russomanno não indica que deva fazer uma nova tentativa para se tornar prefeito da Capital, mas se trata sempre de um nome forte na cidade. O mais provável, porém, é que aceite dar apoio a outro candidato alinhado com suas ideias focadas, principalmente, em segurança pública e na defesa do consumidor.
Vinicius Poit (Novo)
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O deputado federal Vinicius Poit quer tentar novamente uma eleição ao Executivo, após não receber sequer 2% dos votos no pleito ao governo paulista de 2022. A legenda liberal também deve colocar outros nomes nas prévias, como o da a deputada federal Adriana Ventura, o do cientista político Christian Lohbaue e o do deputado estadual Leo Siqueira, único parlamentar da sigla na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Kim Kataguiri (União Brasil)
O MBL (Movimento Brasil Livre) escolheu o deputado federal Kim Kataguiri como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em uma prévia realizada no começo deste mês, mas o movimento ainda precisa combinar a decisão com o União Brasil, já que o MBL não é um partido político. A tendência é a legenda apoiar a reeleição de Nunes, mas já sofre pressão interna para lançar um nome próprio na capital paulista. Um grande obstáculo para a empreitada de Kim é que o influente presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), é apoiador da reeleição de Nunes.
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Marcos Pontes
O senador é visto pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como o principal plano B caso o apoio a Ricardo Nunes não se consolide. A seu favor tem o fato de ser um bolsonarista mais moderado, não afeito a entrar em polêmicas como a ala mais radical do movimento político. “Fiquei muito honrado com a lembrança do meu nome [para a prefeitura da cidade], mas acho muito cedo para discutir, vou começar a discutir para o final do ano ou começo do ano que vem”, desconversou ele nesta semana, em entrevista à “Jovem Pan”.
Delegado Olim (PP)
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Após o anúncio da desistência da pré-candidatura do ex-ministro Ricardo Salles, pessoas no entorno do deputado estadual Delegado Olim perceberam que havia uma lacuna para o lançamento de um nome alinhado ao conservadorismo e ao discurso em relação à segurança pública na cidade. Em reuniões internas um dos trunfos levantados em relação a Olim é ele ter recebido uma votação expressiva na Capital nas eleições de 2022 para a Alesp. O parlamentar vai aceitar a decisão do partido em apoiar outro nome, mas, caso seja escolhido, deve aceitar se lançar na empreitada eleitoral.
Ricardo Salles (PL)
O ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro anunciou no início de junho a desistência do desejo de se candidato à Prefeitura de São Paulo. O atual deputado federal alegou falta de apoio interno da legenda para enfrentar o pleito. A decisão foi tomada após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizer que o partido precisaria de um candidato de centro-direita na eleição municipal de 2024 na capital paulista. Valdemar define Salles como "extrema-direita". "Não vou mais concorrer. A direita perdeu. O centrão ganhou", disse Salles. Nada o impede, porém, de mudar de ideia (e de partido) até o ano que vem, em busca do cargo mais importante da maior cidade do País.
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