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Cotidiano

Janaina sugere que Damares terá que concorrer com ela se for tentar Senado por SP

Mesmo após Bolsonaro manifestar apoio a candidatura da ministra, Janaina Paschoal diz que irá manter sua pré-candidatura ao Senado

Gustavo Cavalcante

20/01/2022 às 15:14

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Janaina Paschoal é deputada estadual em São Paulo pelo PSL

Janaina Paschoal é deputada estadual em São Paulo pelo PSL | José Antonio Teixeira/Alesp

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) diz que mantém sua pré-candidatura ao Senado mesmo diante da afirmação do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que pode apoiar a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) na disputa pela vaga de São Paulo nas eleições de outubro.

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"Sigo pré-candidata. Quem vier vai ter que concorrer comigo", afirmou Janaina à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (20).

Bolsonaro ventilou a possibilidade nesta quarta-feira (19), em entrevista à TV Jovem Pan, e revelou que discutiu a ideia com o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), pré-candidato ao governo paulista apoiado pelo Planalto.

"Eu posso adiantar uma possível senadora para São Paulo: ministra Damares. Deixo bem claro que é possível candidata ao Senado, não está batido o martelo. O convite foi feito", afirmou o mandatário durante entrevista para a TV Jovem Pan.

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Janaina se movimenta para concorrer à vaga, mas não tem ainda uma legenda para abrigá-la. Ela já decidiu que sairá do PSL após a união da sigla com o DEM, dando origem ao partido União Brasil, e negocia seu ingresso no PRTB.

A deputada e advogada, célebre pela atuação no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), diz que mantém os diálogos com o partido do vice-presidente Hamilton Mourão, mas precisa esperar a oficialização da União Brasil para ter o direito de deixar o PSL sem perder o mandato.

Reportagem da Folha de S.Paulo no início do mês mostrou que a proposta de ter Janaina na chapa com Tarcísio vinha sendo bem avaliada tanto pelo pré-candidato a governador -que conversou recentemente com a deputada estadual- quanto por líderes do centrão próximos de Bolsonaro.

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A parlamentar refuta o rótulo de bolsonarista e prefere se declarar independente em relação ao governo. Ela se alinha a pautas como a desconfiança das vacinas contra a Covid-19 e a bandeira da liberdade individual, mas já criticou o presidente e apoiadores por intolerância ao contraditório, por exemplo.

Na manhã desta quinta, após a fala de Bolsonaro cogitando lançar Damares em São Paulo, Janaina escreveu em uma rede social: "Com a habilidade que Bolsonaro tem para re(unir) a direita, em 23, teremos um Senado vermelho, para dar sustentação a Lula".

Ela tem se queixado das disputas de poder dentro do campo conservador e alertado para o risco de fiasco do segmento nas urnas. Antipetista, diz que os ruídos podem facilitar a eleição de Lula (PT) para a Presidência e de uma ampla bancada de sustentação ao eventual governo dele a partir de 2023.

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Damares, que tem domicílio eleitoral em São Carlos (SP), mas não possui base eleitoral sólida no estado, replicou no perfil de uma rede social mensagens em tom simpático à proposta de Bolsonaro, mas não deixou claro se topará a empreitada.

"A minha vida é dirigida por Deus. Mas eu confesso que amo o Amapá. Eu amo meus indiozinhos do Amapá!", escreveu em uma das postagens, sinalizando interesse de disputar um cargo pelo estado do Norte.

Na entrevista desta quarta, Bolsonaro disse que já conversou com a ministra, mas "ela ainda não se decidiu", e que "Tarcísio gostou" da possibilidade de ter Damares como integrante da chapa.

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