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Na tentativa de se livrar de uma multa ou outra punição do Botafogo, Somália afirmou que havia sofrido um sequestro relâmpago | Satiro Sodré/Agif/Folhapress
O dia 1º de abril reúne muitas mentiras, contadas com a intenção de enganar os amigos e conhecidos. Porém, seja nesta data ou em qualquer outro dia, algumas inverdades seguem passadas adiantes, permanecendo um grande período como se fosse verídico.
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Pensando nisso, a Gazeta separou algumas das maiores mentiras contadas sobre o futebol, que, embora fossem repassadas como se fossem verdades, não passaram de falácias.
Confira abaixo algumas das situações e qual a verdade por trás delas.
Carlos Henrique Raposo, conhecido como Carlos Kaiser foi um jogador de futebol que enganou diversos clubes de ponta. Com uma forma física de dar inveja a muitos profissionais, o atleta assinava contratos curtos com os clubes dizendo que "Precisava entrar em forma".
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Porém, quando chegava a hora de entrar em campo, Carlos fingia lesão. Como não havia os recursos atuais da internet e de ressonância magnética, era a palavra do jogador contra a do médico.
Sabendo que não possuía nenhuma habilidade técnica, Kaiser simulava qualquer incômodo e vivia por histórias inventadas, que eram combinadas com jornalistas que ele fazia amizade.
Sua contratação se baseavam nestas histórias positivas que os repórteres contavam e também por amizades próximas com jogadores e dirigentes das equipes em questão. Mantendo seu nome em evidência, ele seguia procurado por clubes grandes.
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Segundo registros, Kaiser fez 12 partidas oficiais pelo América-RJ, e 1 pelo Bangu. Mesmo assim, seu currículo é de dar inveja: passou por Botafogo, Flamengo, Vasco, Bangu e América-RJ, além de experiências no exterior, como Puebla, do México, El Paso Patriots, dos EUA e Louletano, de Portugal.
Por este fato, Carlos ganhou algumas alcunhas, como a de "O Maior Malandro do Futebol Mundial" e "Forrest Gump do Futebol Brasileiro".
O São Paulo Futebol Clube é um dos dois únicos clubes grandes a se orgulhar de nunca ter sido rebaixado, ao lado do Flamengo. Porém, existe uma história, até hoje citada por rivais, de que o time teria sido rebaixado no Campeonato Paulista de 1990.
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O Tricolor do Morumbi fez uma campanha ruim e acabou não avançando para a fase final. A eliminação precoce do time, porém, passou a ser repassada erroneamente como um "rebaixamento" que sequer estava previsto nas regras.
De acordo com o regulamento da Federação Paulista de Futebol, organizadora o campeonato, ninguém foi rebaixado. O regulamento já estava previsto antes do torneio se iniciar, e, assim como foi em 1989, não havia rebaixamento para nenhum dos participantes.
Seguindo o regulamento oficial imposto pela organização do evento, portanto, o São Paulo não foi rebaixado. Não apenas o Tricolor Paulista, como nenhuma outra equipe participante foi rebaixada naquela edição e nem da edição anterior.
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Os parágrafos 1º e 2º daquele regulamento comprovam que a queda não existiu, sendo apenas uma lenda repassada por rivais.
Uma fake news sobre o maior jogador de futebol pós-Pelé ganhou força nas redes sociais há muitos anos. Circulava pela internet de que o craque argentino Lionel Messi teria sido diagnosticado com um espectro de autismo em grau leve.
Todo mundo do entorno do jogador sempre tratou esse caso como fake news. O médico Diego Schwartzstein, que tratou do craque durante a infância e a adolescência, classificou, em entrevista ao UOL, o assunto como "bobagem".
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Até Romário, tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, chegou a compartilhar a fake news em seu X (á época, ainda Twitter). Porém, essa informação, compartilhada sem saber que era falsa, parece ter dado um problema para o Baixinho.
Sobre Messi, o brasileiro tweetou: "[ele tem] Síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo, que deu a ele o dom do foco e concentração acima de tudo e de todos".
Pouco após, Romário disse que o pai do atleta argentino o contatou sinalizando que iria processá-lo por repassar informação falsa.
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Em 2014, o então presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, postou em suas redes sociais uma frase curta e histórica, que anunciava a contratação de Nicolas Anelka, jogador histórico da França: "Anelka é do Galo".
Contudo, uma série de "erros" e discordâncias nos trâmites finais, assim como o anúncio do mandatário antes da assinatura oficial do contrato, irritaram o craque francês, que desistiu do acerto e acabou indo para o Mumbai City, da Índia, onde encerrou sua carreira.
Outra contratação anunciada, mas que nunca foi efetivada, foi a de Renato Gaúcho no São Paulo, em 1997. O jogador, que na época defendia o Fluminense, não se apresentou nas Laranjeiras para a temporada, alegando que tinha mais de R$ 1 milhão para receber do clube.
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Assim, negociou com o São Paulo e acertou sua ida ao Tricolor Paulista, chegando até a ser apresentado oficialmente, posando com a camisa do clube (sem a vestir). A assinatura e os exames que seriam feitos no dia seguinte, porém, nunca ocorreram.
Após a apresentação, Renato voltou para o Rio de Janeiro e conversou com o Fluminense, que entrou em acordo para pagar a dívida que tinha com o atleta. O jogador ficou no Tricolor Carioca e jamais vestiu a camisa do São Paulo.
Outros anúncios que ocorreram sem a contratação ser efetivada são: Dudu no Cruzeiro, Rony no Botafogo e Ronaldinho Gaúcho com festa preparada no Grêmio.
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Ídolo do Corinthians segundo muitos torcedores do Timão, Paolo Guerrero, atacante peruano, está eternizado na história corintiana. Foi dele o gol do título do Mundial de Clubes, em 2012, contra o Chelsea.
O jogador passou por desavenças com a diretoria alvinegra para acertar a renovação contratual.
Na busca por tranquilizar a Fiel Torcida e enaltecer seu amor pelo Timão, Guerrero chegou a dizer que "No Brasil, só jogo no Corinthians", afirmando que caso não chegasse a um acordo com o time do Parque São Jorge, jogaria em outro país.
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Contudo, a frase, dita em novembro de 2014, se tornou uma mentira poucos meses depois. Em maio de 2015, foi anunciado como o novo atacante do Flamengo.
Além do Mengão, Guerrero quebrou sua promessa mais duas vezes, ao jogar pelo Internacional e Avaí.
A temporada de 2011 do Botafogo começou agitada. No primeiro treinamento da equipe, o meio-campista Somália faltou não apareceu.
Na tentativa de se livrar de uma multa ou outra punição do seu time, o jogador afirmou que havia sofrido um sequestro relâmpago. O caso rapidamente ganhou atenção da mídia e a Polícia começou a investigação.
Após muitas inconsistências no depoimento às autoridades, os oficiais descobriram que a alegação era falsa e que o jogador não havia sido vítima de crime algum.
Em acordo com o Ministério Público, o jogador teve de pagar uma multa de 50 salários mínimos (cerca de R$ 22 mil, na época).
Durante participação em um podcast, Carlos Alberto (com passagens por grandes clubes como Botafogo, Corinthians e São Paulo e campeão da Champions League pelo Porto, em 2004) contou ter fumado um cigarro com Zidane após partida entre Porto, onde atuava, e Real Madrid.
O problema é que o ex-jogador nunca enfrentou o craque francês. Além disso, Carlos Alberto enfrentou o Real Madrid em apenas uma ocasião: quando defendia o Werder Bremen, da Alemanha, no ano de 2007 e Zidane, sequer estava em campo, pois se aposentou em 2006.
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