Entre em nosso grupo
2
Continua depois da publicidade
Luiz Felipe Castro, redator-chefe da Revista Placar, participou do podcast G+ Esportes, na redação da Gazeta | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Com 55 anos de existência e sendo a principal revista esportiva do Brasil, a Placar possui inúmeras capas icônicas ao longo de sua história. Como o mundo está cada vez mais digital, a revista passa agora também por um processo de investimento e foco em suas redes sociais.
Continua depois da publicidade
Luiz Felipe Castro, redator-chefe da Revista Placar, participou do podcast G+ Esportes, na redação da Gazeta, e contou mais informações sobre os novos programas, edições históricas e entrevistas exclusivas.
Confira abaixo mais detalhes do tema.
Há 55 anos no ar, a Placar se tornou a revista de esporte mais longeva da América Latina após o encerramento das atividades do El Gráfico, da Argentina.
Continua depois da publicidade
A revista segue com a edição impressa e com planos para uma versão digital em breve.
A marca, que sempre foi influente na vida de crianças, adolescentes e adultos fãs de futebol, nunca se escondeu de polêmicas, tendo capas com comparações entre atletas e algumas mais críticas em outros termos.
Atualmente, o foco da empresa está em conseguir firmar um bom lugar entre a concorrência no digital. Já renomada como uma revista impressa, a Placar busca agora se notabilizar cada vez também nas redes.
Continua depois da publicidade
"A gente está nesse processo agora bem interessante de digitalização da marca. Estamos crescendo bastante nas redes sociais, principalmente no YouTube, TikTok, enfim, é uma nova fase da marca", disse Luiz Felipe Castro.
Contudo, ele frisou que o impresso segue fundamental para a marca, sendo um dos focos principais.
A Placar TV, no YouTube, tem viralizado com comentários polêmicos de Sormani, Facincani, Flávio Gomes e Leandro Quesada, como quando Sormani citou que o futebol brasileiro merece mais respeito e que a Premier League (liga da Inglaterra), seria ruim.
Continua depois da publicidade
Luiz Felipe reconhece que o timing da transição do impresso para o digital pode ter sido muito demorado, com outros portais saindo na frente pelo foco no digital antes da Placar.
"Com certeza, isso foi um erro, até falando como consumidor também. A Placar sempre teve um site, eu gosto muito de olhar os acervos da Placar da década de 1990, e já tinham no nosso site, que é o www.placar.com.br, que é o mesmo até hoje, então essa parte sempre foi muito boa", iniciou.
Embora o site tenha sido o ponto forte, as redes sociais, porém, acabaram sendo um foco mais tarde do que o ideal.
Continua depois da publicidade
"O que eu acho que demorou de fato, foi um erro ali cometido em um período, de demorar a se ligar mais nas redes sociais, YouTube e outras formas como a revista digital mesmo. Óbvio que não foi só a Placar, muitos veículos de mídia impressa tiveram e esse mesmo pecado, digamos assim. Mas estamos trabalhando para corrigir isso e tem sido interessante, um trabalho muito bom", concluiu.
Ele destacou as entrevistas de Ronaldo Fenômeno e Suárez como duas das mais marcantes de sua carreira.
O jornalista classifica a entrevista com o Bola de Ouro da Revista Placar 2023, Luis Suárez, à época no Grêmio, como um "divisor de águas" na tentativa de engrenar com a nova editora, a Score.
Continua depois da publicidade
A concorrência era enorme para conseguir entrevistar o craque uruguaio, porém, o rico acervo da revista foi um diferencial marcante.
"Um dos fatores que convenceram ele a escolher falar com a gente foi justamente a história da Placar. A gente separou umas capas tipo do Forlan no Inter e outros uruguaios marcantes no Brasil. Do tipo 'olha cara, a revista tem história', e deu certo, ele curtiu a história".
Segundo Luiz Felipe, a entrevista fluiu super bem, com o jogador sendo natural, franco, e sem fugir de nenhuma pergunta, respondendo todas com muita educação e disposição.
Continua depois da publicidade
Porém, um detalhe incomodou o uruguaio: a manchete da capa. Luiz Felipe contou que o jogador ficou chateado com os dizeres "ele não morde" estampados na capa.
Conforme o redator, a intenção da revista foi justamente mostrar o lado humano, de que o jogador era alguém legal, que seria uma boa pessoa com o "ele não morde, ele sorri". Contudo, Suárez encarou como se estivessem "revisitando um erro dele".
Já Ronaldo, sempre foi um grande ídolo no futebol para o jornalista, que atribui ao ex-camisa 9 uma grande parcela da razão de sua paixão pelo esporte. Em um dos encontros, já pela Placar, Ronaldo assinou algumas das capas que ele protagonizou.
Continua depois da publicidade
Em outra oportunidade, ainda pela Veja, o jornalista contou sobre a emoção de entrevistar o craque, que também o tratou muito bem e não fugiu de nenhuma pergunta.
Ao ser questionado se Dorival foi bem demitido pela CBF, o jornalista foi categórico. "Ele foi mal contratado. Já foi um erro desde o começo, ele não era a opção que o presidente queria".
Luiz Felipe ainda concordou em partes com a declaração de Sormani sobre muitos jogadores serem convocados simplesmente por serem da Premier League. Para ele, o Brasileirão está cada vez com o nível mais alto, porém, há atletas da Liga Inglesa que realmente estão acima, dependendo de cada caso.
Continua depois da publicidade
Sobre Neymar, o jornalista classificou que o jogador é muitas vezes mais criticado do que deveria, com ele também tendo culpa nisso, com sequências de decisões ruins.
Ele não considera o craque como um dos três melhores jogadores brasileiros após a geração de 1970, mas destaca sua qualidade e importância.
Corintiano, Luiz Felipe classificou o trabalho de Ramón Diaz como bom, porém, com alguns erros. Com a boa campanha e título Paulista, o jornalista entende que o Corinthians possa desencantar e jogar mais leve de agora em diante.
Continua depois da publicidade
Os tropeços continentais incomodam, mas, para ele, não é uma troca no comando que resolveria a situação.
Quanto aos demais clubes, segundo o redator-chefe da Placar, o Santos está mais abaixo, dependendo do Neymar para subir de qualidade.
O Palmeiras, segundo ele, não pode ser descartado jamais, pois mostrou que tem muita força e casca para disputa.
Já o São Paulo, sofre de um problema parecido que o do Corinthians: um elenco bom, mas com um técnico questionado.
Os três times estariam em nível de igualdade para a sequência da temporada.
Por fim, ele destacou duas capas como as mais memoráveis para ele: uma de Vanderlei Luxemburgo, em 1999, uma da seleção de 2006 e a de Vini Júnior, mais recente.
A sobre o treinador dizia: "Luxa, gênio ou idiota?" e listava acertos e erros do treinador, que chegou à seleção brasileira e ao comando do Real Madrid. Luiz Felipe ressaltou sua admiração pelo técnico, que considera como um dos maiores nomes em sua função.
A da Seleção Brasileira dizia: "Eles não podem jogar juntos", se referindo ao Quadrado Mágico de 2006, com Ronaldo, Adriano, Ronaldinho e Kaká. Embora tenham sido criticados à época, a edição se mostrou um acerto, com o Brasil sendo eliminado nas quartas de final do Mundial, para a França, com uma atuação aquém do esperado.
Quanto a de Vini Júnior, ele destacou que a manchete dizia que a Bola de Ouro estava ameaçada. A revista consultou jornalistas estrangeiros e percebeu que o brasileiro estava longe de ser favorito ao título.
Mesmo criticados, novamente acertaram: em decisão polêmica, Vini perdeu o título para o espanhol Rodri.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade