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O jogador Neco virou ídolo do Corinthians e ganho vários títulos pelo clube alvinegro | Arquivo Corinthians
Muito antes dos estádios modernos e dos contratos milionários, o Corinthians teve em Manoel Nunes – o Neco – um de seus pilares mais importantes.
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Primeiro ídolo da história alvinegra, ele não apenas brilhou em campo, mas também ajudou a manter o clube vivo nos momentos mais difíceis.
Nesta matéria, a Gazeta vai te mostrar histórias e momentos do grande ídolo que Neco se tornou pelo Time do Povo, confira:
Começamos a nossa história com o personagem principal, sem o Neco, a história do Corinthians poderia ter tido um fim trágico.
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Segundo o site Terra, em uma das passagens mais curiosas e simbólicas da trajetória do clube, o atacante foi um dos responsáveis por impedir a penhora dos poucos bens que o clube possuía no início do século passado.
Na década de 1910, quando o clube enfrentava sérias dificuldades financeiras e arriscava perder até a pequena sede que alugava, Neco participou de uma operação criminal envolvendo outros torcedores.
Durante a madrugada, ele e os demais arrombaram a sede para retirar móveis e troféus antes que o proprietário do imóvel executasse a dívida, a operação salvou os únicos bens materiais do clube e entrou para o folclore corinthiano.
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Nascido no Bom Retiro, mesmo bairro onde o clube foi fundado, Neco cresceu com o Corinthians. Aos 15 anos já integrava o terceiro quadro da equipe e, com o dinheiro que ganhava como marceneiro, comprou a primeira bola de futebol do clube.
Foram 17 anos vestindo a camisa alvinegra entre 1913 e 1930, acumulando 297 jogos e 243 gols, segundo algumas fontes. Sua marca o tornou o jogador com maior tempo de atuação contínua no Timão.
Diferente da maioria dos jogadores de sua época, que caíram no esquecimento, Neco teve o reconhecimento merecido.
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Ganhou uma estátua no Parque São Jorge, virou nome de rua, foi personagem de livro (“Neco: O Primeiro Ídolo”, de Antonio Roque Citadini) e foi amplamente celebrado durante o centenário do clube, em 2010.
Neco também é parte fundamental da origem da maior rivalidade do futebol paulista. Os confrontos com o então Palestra Itália – hoje Palmeiras – eram inflamados dentro e fora de campo.
Em 1920, após uma falta não marcada, Neco arrancou o cinto do uniforme e ameaçou o árbitro, gerando a célebre frase entoada pela torcida: “Tira a cinta!”.
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A cena se repetiu anos depois, em 1928, em um jogo contra a Portuguesa. Dessa vez, dizem, o cinto chegou a acertar o juiz.
Apesar de sua importância para o clube, Neco segue sem uma homenagem de peso no estádio de Itaquera.
O historiador Celso Unzelte já sugeriu que a arena alvinegra levasse o nome do ídolo, mas a proposta esbarrou na busca por patrocinadores interessados no chamado “naming rights”.
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Para Unzelte, Neco está acima de disputas políticas internas e seria um nome unificador. “Neco não tem rejeição”, afirmou à época.
A importância de Neco vai muito além dos títulos ou gols marcados. Ele foi campeão paulista oito vezes e símbolo da luta do povo para conquistar espaço no futebol, então dominado pela elite. Seu amor pelo Corinthians era visceral – literalmente, se fosse preciso, ele brigava e lutava pelo clube.
Cem anos antes do clube erguer um estádio de mais de R$ 1 bilhão, era ele quem pegava na enxada para transformar um terreno alugado em campo de futebol, liderava ações para salvar o patrimônio do clube e colocava o coração acima de qualquer obstáculo.
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Sem Neco, talvez o Corinthians não tivesse passado de uma ideia ousada nascida no Bom Retiro. Com Neco, o clube ganhou alma, identidade e um símbolo eterno.
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