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Esportes
Camisa azul foi usada de forma oficial pela seleção brasileira pela primeira vez em 1958, logo na finalíssima contra a Suécia
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Camisa azul da seleção brasileira | Reprodução
Copa de 1958, dois dias antes da final contra a anfitriã Suécia. Os jogadores da seleção brasileira estavam aflitos, alguns quase aos prantos. Como as cores dos uniformes coincidiam, um sorteio decidiu que os donos da casa iriam a campo de amarelo. Como o Brasil não tinha outro uniforme oficial, houve indefinição sobre a cor da camisa a ser usada na partida. Para os jogadores, supersticiosos, certamente um sinal de mau agouro, ainda mais com a lembrança da derrota em 1950, quando os atletas nacionais entraram em campo com o uniforme branco.
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O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, percebeu o abatimento e procurou alguma solução para animar os atletas. Nos céus. Trancou-se no quarto e, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, começou a rezar. Daí deu o estalo. Dirigiu-se de imediato à concentração e, com todos os jogadores a sua frente, disse com voz serena e segura: “Está decidido: vamos jogar de azul, a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. Ela vai dar a força que precisamos para ganhar o título”.
O entusiasmos foi geral e a nova camisa foi encomendada às pressas a uma confecção sueca. Os números e distintivos foram costurados pelo massagista Mário Américo e o roupeiro Francisco Alves durante a viagem de trem de Gotemburgo, onde time jogou a semifinal contra a França, para Estocolmo.
Na grande final, os suecos mal viram a cor da bola. Foram goleados por 5 a 2, o mundo passou a conhecer os garotos Pelé e Garrincha. De azul, o Brasil conquistou o primeiro dos cinco títulos mundiais.
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