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Ednaldo Rodrigues é o atual presidente da CBF | Rafael Ribeiro/CBF
A edição da Revista Piauí do mês de abril de 2025 trouxe muitas denúncias contra fatos ocorridos dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Uma delas indica que a entidade bancou a viagem de 49 pessoas, que nada têm a ver com futebol, para acompanhar a Copa do Mundo de 2022, no Qatar.
Nesse grupo, além de representantes da cultura, da imprensa, além de familiares, estariam alguns políticos.
Segundo a publicação, assinada pelo jornalista Allan de Abreu, "a CBF pagou hospedagem, voo e ingressos para três partidas ao deputado federal José Alves Rocha (União Brasil-BA), que viajou com a mulher Noelma. O gasto total da CBF com o casal Rocha chegou a R$ 364 mil. Para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi acompanhado da namorada Flávia Rosalen, a entidade ofereceu um pacote mais modesto, que saiu por R$ 195 mil."
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Além deles, o senador Jaques Wagner (PT-BA) também teria convidado, mas "ficou retido no Brasil em meio às negociações da transição de governo. Em seu lugar, foi o filho Mateus, de 47 anos."
Apesar de estranha, a atitude não é novidade. "Na Copa de 1998, na França, por exemplo, o então capo da confederação, Ricardo Teixeira, levou cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja pauta havia matérias de interesse da entidade."
Entretanto, ainda de acordo com o que consta na revista, os gastos de 2022 teriam extrapolado os limites. "Até funcionários da CBF com várias copas no currículo acharam que a farra foi longe demais", teriam dito fontes de dentro da CBF.
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A estimativa é de que essa ação toda tenha custado cerca de R$ 3 milhões aos cofres da confederação.
Reeleito como candidato único e com apoio de todas as federações estaduais, o presidente Ednaldo Rodrigues não estaria vendo a acusação como um problema, conforme informou a Revista Piauí. "É praxe que entidades esportivas façam convites a pessoas relevantes e personalidades para acompanhar grandes eventos."
Outra acusação que consta na edição da Revista Piauí é a de que desde 2021, quando Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os presidentes das federações estaduais teriam sido beneficiados com um aumento salarial de quase 200%.
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De acordo com a reportagem publicada nesta sexta-feira (4/4) pela revista, os salários dos mandatários de R$ 50 mil chegaram a R$ 215 mil nos últimos anos.
Por sua vez, a CBF nega o aumento e classifica o a informação da Revista Piauí como "irreal".
Se o orçamento destinado para bancar viagens de convidados para a Copa de 2022 e o destinado aos presidentes das federações subiu consideravelmente, segundo a revista, o reservado para a arbitragem passou por um corte.
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A CBF alegou restrições orçamentárias e suspendeu viagens aéreas e hospedagens pagas a árbitros da Série A do Campeonato Brasileiro que realizariam quinzenalmente um treinamento e avaliação física em um clube no Rio de Janeiro.
Sem o investimento, a avaliação passou a acontecer por videoconferência.
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