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Ingressos do musical custam a partir de R$ 21 | Foto: Divulgação
Amizade e música. Duas forças capazes de transformar o mundo. Quando reunidas são imbatíveis e podem gerar frutos como “Os Paralamas do Sucesso”. Uma das mais importantes bandas brasileiras de todos os tempos, que se mantém há mais de 40 anos, tem como base esses dois pilares fundamentais.
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Em homenagem a essa trajetória, nasceu o espetáculo “Vital, o musical dos Paralamas”, peça que é, antes de tudo, uma ode à amizade de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, trio que permanece à frente da banda nessas quatro décadas.
Após passar pelo Rio de Janeiro e por Brasília, a peça estreia em São Paulo no dia 3 de maio, no Teatro Sabesp Frei Caneca, com sessões aos sábados e domingos.
Ingressos custam a partir de R$ 21 e já estão à venda na plataforma “Uhuu.com” e na bilheteria física do Teatro Sabesp Frei Caneca. Idealização é do produtor Gustavo Nunes e de Marcelo Pires (escritor e diretor da Ideia da Silva).
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O musical tem direção artística de Pedro Brício, texto de Patrícia Andrade e direção musical e arranjos de Daniel Rocha. Ainda em 2025, depois da temporada paulista, o espetáculo seguirá para turnê nacional.
Detalhes
“Vital, o musical dos Paralamas”, é também uma homenagem à relação do trio com José Fortes, empresário do trio desde o início da banda e uma espécie de quarto “Paralama”.
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“Esta é uma história sobre amizade, sobre a longevidade de uma banda que começa quando os integrantes eram adolescentes e está aí até hoje. E também sobre memória. É um espetáculo essencialmente emocional”, explica Patrícia Andrade.
“A gente acompanha essa jornada musical e afetiva de quatro amigos e as transformações não só artísticas, mas também na vida de cada um e como isso influência na criação deles”, acrescenta Pedro Brício.
Na peça, “Os Paralamas” são interpretados por: Rodrigo Salva (Herbert Vianna), Franco Kuster (João Barone) e Gabriel Manita (Bi Ribeiro).
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Nando Motta é alternante de Herbert Vianna. Já Hamilton Dias viverá o empresário José Fortes. O elenco é composto ainda por: Barbara Ferr, Herberth Vital, Maria Vitória Rodrigues, Ivanna Domenico, Pedro Balu e Rodrigo Vechi.
Todos os artistas foram selecionados por meio de audições, que tiveram mais de 600 candidatos vindos de vários lugares do País.
“O espetáculo conta com o aval da banda, que está acompanhando desde a ideia inicial, passando pela criação do texto e a seleção do elenco principal. Levar aos palcos um espetáculo com esse teor, é, sobretudo, valorizar a nossa memória cultural. Optamos por focar em conteúdo brasileiro, valorizar nossas raízes, ao invés de encenar musicais estrangeiros”, comenta o produtor Gustavo Nunes.
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A história e a montagem
O musical passeia pelas quatro décadas de história da banda, mostrando desde o começo da amizade entre os integrantes, os primeiros shows amadores, a primeira apresentação no Circo Voador (abrindo um show do Lulu Santos) e a participação na 1ª edição do Rock in Rio, que ajudou a catapultar o sucesso dos “Paralamas”.
A peça passa ainda pelo estouro nacional e pelos momentos felizes vividos pela banda, mas também traz acontecimentos importantes da vida do trio, como o acidente sofrido por Herbert Vianna, em 2001.
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Patrícia Andrade criou um fluxo narrativo não cronológico para o musical, com idas e vindas constantes: “Os tempos se intercalam conforme a memória, que guia a história. Presente e passado se misturam o tempo todo”, explica a autora.
Pedro Brício explica ainda que, em diversos momentos, o espetáculo traz a perspectiva narrativa da memória de Herbert, sobretudo durante seu período no hospital. Assim, algumas passagens deixam no ar se são de fato lembranças ou delírios.
“Não tem ar nostálgico, mas a memória sempre traz um momento dramático, ela é uma importante perspectiva para contar essa história”, conta o diretor, que acrescenta:
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“A peça tem ainda essa afirmação da força do Herbert, da recuperação dele, da fé dele na vida e nessa recuperação extraordinária que ele teve, voltando a tocar. Então, é também um espetáculo sobre fé, recuperação, resiliência e sobre acreditar no futuro.”
Sobre a composição dos atores, Brício explica que não houve uma tentativa de imitar ou copiar os personagens reais.
“Como a gente está fazendo um espetáculo biográfico de pessoas que estão vivas, nosso objetivo na construção dos personagens não foi mimetizar o Herbert, o Bi, o Barone e o Zé, mas sim trazer a energia deles, quase como se eles fossem arquétipos.”
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A cenografia de “VITAL, o musical dos Paralamas”, concebida por André Cortez, traz plataformas que compõem vários quadros em perspectiva, dando a possibilidade de múltiplos planos de cena. É um cenário abstrato, mas que permite uma multiplicidade de espaços.
“Esse cenário tem uma dinâmica muito grande. O espetáculo tem essa pegada vibrante e segue também um pouco o estilo cinematográfico da Patrícia. Tem uma coexistência de diferentes planos de tempo e espaço. É uma possibilidade teatral que estamos explorando muito”, revela Cortez.
Os figurinos, concebidos por Karen Brusttolin, traçam um painel de todas as épocas pelas quais os “Paralamas” passaram, sobretudo os anos 80, 90 e 2000.
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Porém, como os tempos cronológicos se intercalam, eles não necessariamente representam o período exato no qual o fato aconteceu, se misturando nas diferentes épocas. De acordo com Brusttolin, os figurinos se atêm mais aos fatos emocionais e à narrativa do que à cronologia.
A ficha técnica do musical traz ainda grandes nomes como Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Marcia Rubin (coreografia), João Paulo Pereira (designer de som) e Beto Carramanhos (visagismo).
A música
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Falar de “Paralamas” é falar de música e, como não poderia deixar de ser, a obra da banda é a estrela do espetáculo, que faz um passeio pelos grandes clássicos e também apresenta ao público canções menos conhecidas.
O roteiro traz mais de 30 sucessos, como “Lanterna dos Afogados”, “Busca Vida”, “Óculos”, “Alagados”, “Tendo a lua”, “Caleidoscópio”, “Romance Ideal” e “Meu erro”, entre muitas outras.
Patrícia Andrade explica que a seleção do roteiro foi um processo duro, devido à inegável qualidade da obra dos “Paralamas”.
“O mais difícil na escolha das músicas foi deixar algumas de fora. Confesso que foi sofrido. Os Paralamas é uma coming of age story emocional e musical. Fica muito claro o amadurecimento da banda com o passar dos anos. De dentro para fora”, comenta.
Lidar com as canções dos “Paralamas” é um deleite, mas também um grande desafio para o diretor musical, Daniel Rocha. Ele criou os arranjos tendo a narrativa do espetáculo como base e se preocupou em ajudar a contar essa história.
“Tive a preocupação de respeitar o material original, porque é uma obra muito importante, uma referência. Os Paralamas são uma escola, têm uma linguagem que vai muito além do rock, trouxeram uma identidade real do rock brasileiro. Tem que respeitar isso, com certeza. Mas os arranjos acabam ficando diferentes. Primeiro, porque é outra formação, além disso, é outra linguagem, é teatro musical, não é show”, explica o diretor musical.
Todos os atores tocam instrumentos durante o musical, especialmente nas cenas que recriam apresentações originais dos “Paralamas”. Eles estarão acompanhados por uma banda formada por Eveline Garcia (Teclado I e Regência), Anne Amberget (Teclado II), Rafael Maia (Bateria), Raul D’Oliveira (baixo) e Raul Colombini (guitarra).
Serviço - “VITAL, o musical dos Paralamas”
Onde? Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo
Quando? De 3 a 31 de maio; sábados, às 16h e 20h e domingos, às 15h e 19h
Quanto? Plateia Baixa - a partir de R$ 110 + taxas
P. Baixa Popular - a partir de R$ 42 + taxas
Plateia - a partir de R$ 90 + taxas
Plateia Popular - a partir de R$ 21 + taxas
P. Alta Popular - a partir de R$ 21 + taxas
Cad. de Obeso - a partir de R$ 110 + taxas
Acomp. Obeso - a partir de R$ 110 + taxas
Cadeirante - a partir de R$ 21 + taxas
Acompanhante PCD - a partir de R$ 21,00+ taxas
Abertura da casa: 1h antes do início de cada apresentação
Duração: 150 minutos, com intervalo de 15 minutos
Classificação:12 anos; menores somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam
Capacidade: 600 pessoas
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