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4 motivos para amar 'Adolescência' e 1 para odiar

Série polêmica acerta em diversos pontos, mas derrapa em outros cruciais

Joseph Silva

02/04/2025 às 21:37  atualizado em 02/04/2025 às 21:38

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Episódio 3 da série 'Adolescência'

Episódio 3 da série 'Adolescência' | Divulgação

A série “Adolescência”, que estreou em março, na Netflix, despertou grande interesse do público e da crítica por sua história impactante. Confira a seguir 4 motivos para assistir e 1 para procurar outra série, segundo análise da Gazeta.

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A história gira em torno de um assassinato supostamente cometido por um adolescente de 13 anos. O grande burburinho gerado pela série se deve ao fato de que o garoto suspeito pode fazer parte de um grupo cada vez maior nas escolas: o dos incels.

O nome incel se refere ao grupo de homens que, em resumo, acreditam que são rejeitados por mulheres e, dependendo do caso, podem passar a odiar o público feminino. 

O que faz a série chocar o espectador é o fato de que crianças e adolescentes podem estar se identificando com esse raciocínio anormal e, com base nisso, podem passar a querer matar mulheres.

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4 razões para assistir “Adolescência”

O que faz a série chocar o espectador é o fato de que crianças e adolescentes podem estar se identificando com esse raciocínio anormal e, com base nisso, podem passar a querer matar mulheres. Veja motivos para dar play e um para passar para a próxima opção.

Atuações fenomenais

A série tem atuações tão boas que fazem o espectador sofrer junto dos personagens. A performance do ator Owen Cooper, como o adolescente acusado de assassinato, é digna das melhores premiações. Outras participações, como a de Erin Doherty, no papel de psicóloga, também fazem qualquer um ficar sem fôlego.


História original e impactante

A indústria de entretenimento já explorou o tema de incels anteriormente, mas ainda de forma tímida. Ao escolher a temática, os produtores tocam em feridas abertas da sociedade que poucos têm coragem de explorar.

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Mesmo assim, tema quente não é sinônimo de boa série. A história também tem de prender. E isso, “Adolescência” faz com maestria. O enredo capta o público do começo ao fim, propondo uma conexão constante com a realidade.

Realismo visceral

Por falar em realidade, a série explora como poucas os recursos audiovisuais que fazem o espectador acreditar que tudo o que se vê em tela está acontecendo naquele momento. Quem assiste, por vezes, se sente como testemunha local do que está rolando com os personagens. 

Os truques usados para obter essa sensação de realidade ficam por conta das filmagens em plano sequência, sonorização e, claro, das atuações formidáveis. Fotografia, cenário, figurino e maquiagem completam a estratégia.

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Tamanho adequado

Quem opta por começar uma série sabe que a duração não será similar a de um filme. Séries são para ser longas. Mas “Adolescência” ousou ser exceção a regra.

Quatro episódios dão conta de transmitir a mensagem pretendida, cada um com cerca de uma hora. Um tamanho incomum, quando comparado ao de outras séries da Netflix, mas suficiente para entreter sem deixar a sensação de que a obra foi curta demais.

Por que não assistir “Adolescência”

Ao mesmo tempo em que a série é muito bem dirigida em alguns aspectos, em outros, deixa a desejar. A crítica negativa fica por conta de algumas ênfases oferecidas no segundo episódio a alguns personagens e temas, sem que esses sejam bem aproveitados depois.

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No episódio em questão, alguns estudantes que convivem com o suspeito de assassinato são apresentados ao público com bastante ênfase. Isso cria a expectativa de que suas histórias serão abordadas com a mesma importância nos capítulos seguintes, o que não acontece.

Na verdade, eles sequer aparecem nos episódios seguintes. Simplesmente somem.

O mesmo erro se apresenta com relação a alguns temas, como o fato de que a vítima de feminicídio é tratada com pouca ou nenhuma importância devida.  Claramente é uma crítica ao fato de que mulheres mortas por incels, geralmente, acabam sendo ofuscadas pelo brilho que a mídia, involuntariamente, concede ao assassino. 

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A discussão é importante, e seria ótimo se a série a abordasse melhor. No entanto, ela apenas pincela a conversa no segundo episódio e não a desenvolve nos demais. Deixa a impressão de que a crítica foi feita de forma protocolar, sem interesse genuíno de provocar real reflexão na sociedade. 

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