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Bolsonaro acusa presidente do TSE de conspiração para eleição de Lula

O presidente afirmou que Fachin já defendeu que Lula deveria ter participado das eleições de 2018 e deseja eleger o petista mesmo de forma "não aceitável"

Leonardo Sandre

06/06/2022 às 13:43  atualizado em 06/06/2022 às 13:54

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Jair Bolsonaro (PL)

Jair Bolsonaro (PL) | Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro acusou, sem apresentar provas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, de conspirar para ajudar a eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro e disse ser "impossível" ele não estar em um segundo turno nas eleições presidenciais deste ano, apesar de pesquisas de intenção de voto apontarem a chance da vitória de Lula em primeiro turno.

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Em entrevista ao canal Terraviva, - à época o ex-presidente estava preso e teve sua candidatura rejeitada pelo TSE com base na lei da ficha limpa, que veda a candidatura de pessoas condenadas por órgãos colegiados da Justiça, como era o caso de Lula na ocasião.

"Não podemos esquecer que foi o Fachin o relator do processo que retirou o Lula da cadeia, e agora está à frente do TSE. Ou seja, um tremendo desgaste para retirar Lula da cadeia, está à frente do TSE e tudo faz para que não haja transparência, obviamente, no meu entender, para eleger o Lula de forma não aceitável no meu entender", afirmou.

Em seguida, Bolsonaro levantou novamente acusações infundadas de fraude nas eleições de 2014 - já desmentidas pelo TSE, pela Polícia Federal e pelo PSDB, cujo então candidato, Aécio Neves, supostamente teria sido prejudicado.

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"No meu tempo, lá atrás, ganhava a eleição quem tinha voto dentro da urna. Agora, parece, quero que esteja errado - é um direito meu desconfiar, é um direito meu desconfiar -, espero que não ganhe as eleições a quem tem amigo para contar o voto dentro do TSE", acusou, mais uma vez sem qualquer prova.

Ao ser questionado se participaria de debates no período eleitoral, Bolsonaro afirmou que por estratégia deixaria essa decisão em aberto, mas que participaria em um eventual segundo turno. Ao falar dessa possibilidade, afirmou que seria impossível não haver um segundo turno e novamente levantou a possibilidade de fraude no caso de perder a eleição.

"Eu vou esperar um pouco e, em havendo segundo turno - , espero que haja... Ô ministros Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes: pelo que se vê nas ruas comigo é impossível não ter segundo turno. Ou é quase impossível não ganhar no primeiro turno. Espero que nada demais aconteça, estamos trabalhando para que flua com normalidade as eleições", afirmou.

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Procurada, a assessoria de imprensa do TSE não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre as declarações de Bolsonaro.

As pesquisas eleitorais feitas até agora mostram uma distância nas intenções de voto entre Lula e Bolsonaro, no primeiro turno, que variam de 9 a 21 pontos percentuais. Em alguns casos, os levantamentos apontam a possibilidade de Lula vencer sem a necessidade de uma segunda rodada de votação.

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