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Estudo revelou a opinião deste público sobre temas como política, educação, mercado de trabalho e saúde
03/11/2022 às 13:42 atualizado em 03/11/2022 às 14:29
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Investimento em educação que prepara para o mercado de trabalho é uma das preferências apontadas pelos jovens | Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Uma pesquisa realizada com jovens paulistanos revelou que 73% dos entrevistados com idade entre 15 e 29 anos está pessimista quanto ao comprometimento dos políticos com a sociedade. Além disso, metade deles se preocupa com a representatividade dos jovens na política. Apesar da avaliação negativa quanto a estes pontos, outros 56% estão muito otimistas ou otimistas em relação aos espaços de participação na sociedade.
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Os dados são do 3º Relatório Especial para a cidade de São Paulo da pesquisa “Juventudes e a Pandemia: E agora?", realizada entre 18 de julho e 21 de agosto deste ano 1.988 com jovens, de 15 a 29 anos, residentes na capital paulista.
O levantamento buscou relevar também quais seriam as prioridades destes jovens caso fossem governantes do País. Nos resultados, 33% disseram que fortaleceriam a educação, segundo informações do portal g1. O combate à fome seria o foco de 32% dos respondentes e a recuperação econômica seria priorizada por 30% deles no pós-pandemia.
Ainda de acordo com o levantamento, 86% dos jovens defendem a democracia, mas apenas 3% almejam a carreira política em futuras eleições.
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A pesquisa perguntou também sobre aprendizados deixados pela pandemia na vida pública, tema sobre o qual 52% dos jovens concordam totalmente que as pessoas estão mais atentas a acontecimentos mundiais que podem afetar a vida no Brasil. Na opinião de 46% dos ouvidos, a pandemia deixou as pessoas mais conectadas ao assunto.
O estudo foi coordenado pelo Atlas das Juventudes e realizada em parceria com o GOYN SP (Global Opportunity Youth Network em São Paulo, articulado pela United Way Brasil), a Rede Conhecimento Social e a Prefeitura de São Paulo.
O perfil dos participantes da pesquisa é formado majoritariamente de jovens que estavam estudando (61%) e trabalhando (83%), sendo em sua grande maioria aprendizes, no momento em que responderam ao levantamento.
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Para estimular a recuperação do mercado de trabalho no pós-pandemia, 29% dos jovens acredita que investir em qualificação profissional seria o ideal. Já a disponibilização de recursos para iniciativas que estimulem o surgimento de novos trabalhos é opção de 25%.
O home-office e outras novas dinâmicas de trabalho também foram apontados por 25% dos respondentes como soluções interessantes para minimizar os prejuízos da pandemia no trabalho.
“Embora a maior parte dos jovens entrevistados esteja em modelo de trabalho presencial (57%), a pandemia mostrou que há outras formas possíveis de atuação no mercado, e o jovem percebeu que ele também pode acessar essas novas configurações no mundo do trabalho, que oportunidades dignas de escolhas têm se descortinado também para eles. Os cursos de qualificação podem garantir ou acelerar esse acesso”, destaca Nayara Bazzoli, líder do GOYN SP, programa internacional que trabalha com a inclusão produtiva de jovens potências na capital paulista.
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A mesma pesquisa indica que 82% dos respondentes estão otimistas (muito ou parcialmente) com a criação de novas formas de trabalho no pós-pandemia e 45% afirmam que se pudessem, escolheriam empreender.
Sete outras ações foram citadas pelos jovens como atenuantes dos efeitos da pandemia no mercado de trabalho:
Saúde
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Os impactos da pandemia na saúde emocional de jovens também foi um tema abordado no estudo, no qual se verificou que:
Educação
A preparação para o mundo do trabalho é destaque nas respostas dadas pelos jovens sobre o tema de ensino.
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