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Com fome o ser humano perde a razão e age instintivamente, sendo capaz de praticar atos que ele mesmo, em uma situação normal, repudiaria
14/03/2025 às 22:00
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A fome atinge mais de 30 milhões de cidadãos brasileiros | Agência Brasil
"As pessoas fazem aquilo que jamais pensariam que fossem capazes de fazer, quando passam fome”, já diria o saudoso cronista Nelson Rodrigues.
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Ele tinha razão – com fome o ser humano perde a razão e age instintivamente, sendo capaz de praticar atos que ele mesmo, em uma situação normal, repudiaria.
No arcabouço jurídico brasileiro, por exemplo, este conceito aparece na figura do “furto famélico”, onde o cidadão deixa de ser penalizado pelo crime praticado, quando este tem como único objetivo saciar sua fome.
A justificativa legal é que a pessoa que comete este tipo de crime está agindo em “estado de necessidade”, ou seja, para preservar sua integridade física ou a manutenção da própria vida.
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Se em determinada cidade, estado ou País é significativo o número de pessoas passando fome, ou em situação de insegurança alimentar, é imperativo que se dê prioridade as políticas públicas de combate à este flagelo.
Em que pese a importância dos direitos constitucionais e dos programas sociais que visam garanti-los, da saúda à educação, do emprego à moradia, do transporte ao meio ambiente equilibrado, nenhum deles é maior do que o direito à vida.
Combater a fome é, portanto, uma questão de vida ou morte. Em 2014, por exemplo, o Brasil conseguiu espantar esse fantasma que nos assombrava desde a invasão portuguesa e assim sair pela primeira vez do mapa da fome.
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Após os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, no entanto, a fome voltou a nos afligir. Agora foi preciso um novo esforço do governo Lula para que o Brasil saísse novamente do mapa da fome.
A história nos ensina, no entanto, que sair do mapa da fome é uma coisa, mas manter-se fora dele e garantir alimentação adequada, outra.
Por isso devemos celebrar o esforço do governo Federal de assentar famílias sem-terra e apoiar a agricultura familiar, que produz a maior parte dos alimentos que chegam a nossa mesa.
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Mas não é só – o fim dos impostos sobre diversos tipos de alimentos, especialmente da cesta básica, também cumpre importante papel no enfrentamento à inflação do setor, beneficiando a todos, em especial os mais pobres.
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