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Blazer EV se destaca pela aparência esportiva | Luiza Kreitlon/AutoMotrix
O Blazer apresentado no Brasil em agosto do ano passado nada tem a ver com o utilitário esportivo homônimo derivado da picape média S10 lançado em 1995 – e que a partir de 2012 passou a ser comercializado como Trailblazer.
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Primeiro grande lançamento da General Motors no mercado brasileiro no segmento de 100% elétricos, o atual Blazer EV chegou às concessionárias com a missão de reposicionar a marca em termos de tecnologia e status.
A função nem é vender muito – em seis meses de mercado, foram cerca de 110 unidades emplacadas. Afinal, o preço do Blazer EV – a partir de R$ 495.790 – coloca o veículo no nicho dos SUVs de luxo carregáveis em tomadas elétricas.
Uma disputa em que estão modelos de alto prestígio, como o Ford Mustang Mach-E, o BMW iX3 e o Porsche Macan Electric, todos na mesma faixa de preços. Um mês depois do lançamento do Blazer EV, a família elétrica da Chevrolet no Brasil cresceu com a chegada do Equinox EV – que fica posicionado abaixo do Blazer EV e parte de R$ 433.690.
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Como a missão do Blazer EV no Brasil é ser um modelo de imagem, das quatro versões produzidas no México, foi trazida a RS – que se destaca pela aparência esportiva. Com linhas sinuosas, volumes orgânicos e aspecto moderno, o carro ostenta uma linha de cintura elevada e abusa dos vincos e frisos.
Com 4,88 metros de comprimento, tem um centímetro a menos que o Traiblazer, um SUV de sete lugares. Na frente, linhas horizontais reforçam visualmente a avantajada largura do Blazer EV – com 2,20 metros de espelho a espelho, supera a picape média S10, que tem 2,13 metros com os retrovisores incluídos.
Os faróis são esculpidos, com filetes luminosos que os ligam à “gravata”, o logo da marca. As proporções visuais criadas pela largura fora dos padrões e pelas vistosas rodas de 21 polegadas transmitem a sensação de ser um veículo baixo, mas o Blazer EV tem 1,65 metro de altura – é 2,6 centímetros mais alto que o SUV compacto da Chevrolet, o Tracker.
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A janela traseira estreita e as lanternas em formato de “T” reforçam a horizontalidade e ampliam a impressão de que se trata de um modelo largo e baixo – ou seja, com proporções típicas dos esportivos.
Para dar suporte dinâmico à esportividade insinuada pelo design, o Blazer EV RS tem um motor traseiro síncrono por corrente alternada de ímã permanente, que entrega 347 cavalos de potência e 44,9 kgfm de torque (instantâneo, como em qualquer motor elétrico), controlado por uma transmissão de marcha única com inversor de fase, tracionando apenas as rodas de trás.
É alimentado por um conjunto de baterias Ultium com 288 células e 102 kWh, que proporciona autonomia de 481 quilômetros, segundo o PBEV do Inmetro – um dos maiores alcances entre todos os carros elétricos vendidos no Brasil.
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A aceleração de zero a 100 km/h pode ser feita em 5,8 segundos e a velocidade máxima, limitada eletronicamente, é de 190 km/h. A bateria suporta até 22 kWh em corrente alternada e 190 kWh em corrente contínua –acordo com a fabricante, permite recuperar de 10% a 80% da capacidade total em aproximadamente 40 minutos.
Ao comprar o Blazer EV RS, é possível escolher entre dois carregadores – o portátil “dual smart charger” ou um “wall charger” (de parede) – sem custo extra.
O SUV elétrico da Chevrolet é rico em detalhes que explicitam requinte. Vem com teto solar panorâmico, acabamento com couro sintético e suede (tecido sintético similar à camurça) com costuras vermelhas, tampa do porta-malas de acionamento elétrico, som premium da Bose, espelho interno por câmera, iluminação full-led, vistosas rodas de alumínio de 21 polegadas e partida remota sem chave.
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O conjunto formado pelas telas do painel de instrumentos (com 11 polegadas) e da central multimídia (com 17,7 polegadas) parecem formar um único painel.
São oito airbags (frontais, duplo de joelhos, laterais e de cortina) e recursos de assistência autônoma ao motorista (ADAS), incluindo alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro adaptativo e alertas de faixa, de ponto cego e de tráfego traseiro cruzado.
O modelo oferece multimídia Mylink com serviços conectados do Google Built in, como o navegador Google Maps, o assistente pessoal Google Assistance (que permite atender chamadas e responder mensagens de texto pelo pareamento do celular via Bluetooth, controlar o sistema de som, a navegação e o ar-condicionado) e a loja online Google Play.
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Já conhecidos nos modelos a combustão da Chevrolet, o sistema de conectividade e proteção OnStar e o app myChevrolet, que possibilita acionar várias funções do carro via celular, estão disponíveis.
Ao se entrar no Blazer EV, os olhares são monopolizados pelo exuberante conjunto formado pelas imensas telas do painel de instrumentos e da central multimídia, que juntos dominam a parte frontal e conferem ao habitáculo um aspecto das astronaves dos filmes futuristas de ficção científica.
Há dois anos, a GM anunciou que não incluiria os serviços de conectividade de Apple CarPlay e Android Auto em seus carros elétricos (permaneceram disponíveis apenas nos modelos a combustão). O motivo, conforme a montadora, era que os sistemas poderiam reduzir a segurança durante a condução.
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O Blazer EV usa sistema operacional da Google, o Google Built in, desenvolvido especificamente para os automóveis, no qual os aplicativos – como GPS e Spotfy – são nativos. Os aplicativos da Playstore podem ser baixados diretamente na central multimídia.
No console, abaixo das telas, há três saídas em forma de turbina de avião – com duas similares, junto às portas, e outras duas para o banco traseiro.
Para ressaltar o estilo “hi-tech”, o Blazer EV oferece volante multifuncional com muitas teclas e, acima dele, um “head-up display”. O carregador por indução fica no console central, compartilhando espaço com dois porta-copos e um grande porta-objetos com tampa.
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Só pelas medidas – entre-eixos de 3,09 metros, 1,98 metro de largura e 1,65 metro de altura –, é possível intuir que o espaço a bordo do Blazer EV estão acima dos padrões, mesmo para um SUV grande.
E a realidade a bordo confirma o que indicam os números – é um veículo no qual cinco adultos podem viajar de forma absolutamente confortável, tanto na frente quanto atrás, com direito a teto solar panorâmico.
O acabamento é de padrão elevado, com materiais de aspecto elegante e qualificado. O bom isolamento acústico, o eficiente ar-condicionado com duas zonas de temperatura, o som Bose de oito alto-falantes e um subwoofer, as cinco portas USB, a partida sem chave e o Wi-Fi para até sete dispositivos reforçam o padrão “vip” a bordo. As câmeras de visão 360 graus facilitam as manobras. O porta-malas leva 436 litros.
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O Blazer EV é um carro singular. Dentro, não é preciso acionar nada. Basta entrar com a chave e o veículo já está pronto para andar.
Por segurança, só é possível engatar a marcha se os cintos de segurança dos ocupantes estiverem atados – embora um aviso no painel alerte da necessidade de colocação do cinto, o sistema pode gerar dificuldades para eventuais manobristas desavisados.
Uma vez em movimento, é fácil perceber que as acelerações do SUV elétrico da Chevrolet são daquelas que fazem afundar as costas no banco.
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Os 347 cavalos e 44,9 kgfm transmitem “leveza dinâmica” ao SUV de 2,5 toneladas – a relação peso/potência de 7,2 kg/cv explica o fato do veículo chegar da imobilidade aos 100 km/h em apenas 5,8 segundos. As retomadas são vigorosas e a tração traseira torna a direção instigante.
Os modos de condução e gradação da frenagem regenerativa permitem ao motorista achar o jeito mais adequado de usar o Blazer EV – sem trocar de carro, dá para se ter um SUV muito confortável, para passeios tranquilos em família, ou um esportivo que entrega performances arrebatadoras.
A suspensão do Blazer é coerente com a multiplicidade de utilizações do modelo. É rígida, para dar conta de tanta potência e torque, mas consegue absorver eficientemente as irregularidades do piso e oferecer conforto de rodagem elevado.
Além do conjunto suspensivo bem equacionado, o centro de gravidade baixo – por conta dos quase 600 quilos das baterias – ajuda a manter o SUV sempre sob controle, mesmo em trechos sinuosos em velocidades elevadas, sem flutuações ou deslizes. A direção é precisa e comunicativa.
São três modos de condução: “Normal”, “Esportivo” e “Neve”. Também é possível determinar o nível de atuação da frenagem regenerativa, de baixa resistência à rolagem até a máxima frenagem regenerativa.
Adotando o estilo “one pedal”, dá para controlar aceleração e frenagem apenas modulando a pressão no pedal do acelerador (porém, o pedal do freio continua a funcionar, para demandas urgentes). Há ainda a regeneração sob demanda, que pode intensificar as frenagens para ampliar a recuperação de energia.
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