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Sexta, 06 Julho 2018 20:49

Gaeco apreende armas durante operação em Cananéia

Durante a ação, foram presos o ex-prefeito Marcelo de Oliveira Rosa, o atual presidente da Câmara Municipal Douglas Godoy da Silva e os vereadores César Calazans, Marco Aurélio Campos Rios e Claudete Xavier
A prefeitura de Cananéia mantém contrato com o posto de combustíveis investigado A prefeitura de Cananéia mantém contrato com o posto de combustíveis investigado Divulgação
Da Reportagem
Do Vale do Ribeira

Nove pessoas foram presas em Cananéia, na quarta-feira (4), durante ação da Operação Caravelas deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Santos (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo. A Operação investiga o abastecimento de veículos particulares dos envolvidos com dinheiro público.

Durante a ação, foram presos o ex-prefeito Marcelo de Oliveira Rosa, o Bimbo (prefeito por dois mandatos, de 1997 a 2004), o atual presidente da Câmara Municipal Douglas Godoy da Silva e os vereadores César Calazans, Marco Aurélio Campos Rios e Claudete Xavier. Também foram presos acusados de participar do esquema funcionários públicos, uma funcionária e o dono de um posto de combustíveis.

As investigações duraram cerca de oito meses. Na ação, agentes do Gaeco e policiais militares participaram das diligências, realizadas nas casas dos acusados, na Câmara Municipal e prefeitura. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.

Marcelo Bimbo foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Na casa dele, os agentes e policiais apreenderam um revólver de calibre 38 e munições de diferentes armas. Armas foram encontradas nas casas de um funcionário público e do dono do posto de combustíveis.

A prefeitura de Cananéia mantém contrato com o posto de combustíveis, localizado na entrada da cidade, para abastecimento de carros oficiais. No entanto, o Ministério Público descobriu que muitos veículos particulares são abastecidos no local e o pagamento realizado com dinheiro público.
Os promotores foram ainda até o Departamento Municipal de Obras, pois há indícios de que os acusados usavam a identificação de carros oficiais já sucateados para o abastecimento.

Atualmente eram desviados R$15 mil por mês, e o MP estima um prejuízo total de R$6 milhões aos cofres públicos. Os advogados disseram que só irão se manifestar nos autos.


*Matéria produzida por Suzana Scheibel

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