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Quarta, 11 Abril 2018 17:21

Quilombolas resgatam identidade com condições para gerar renda

O reconhecimento deu à comunidade o acesso a recursos governamentais já disponíveis para essa população
Das 33 áreas quilombolas reconhecidas em terras paulistas, 26 estão na região do Vale do Ribeira Das 33 áreas quilombolas reconhecidas em terras paulistas, 26 estão na região do Vale do Ribeira Divulgação/ISA
Da Reportagem
Do Vale do Ribeira

Em uma comunidade do Vale do Ribeira, a vida melhorou muito depois que os agricultores foram reconhecidos oficialmente como quilombolas. Eles passaram a ter  acesso a crédito e assistência técnica, mas, acima de tudo, resgataram a própria identidade.

O Vale do Ribeira mantém uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica no Paraná e em São Paulo e é um importante reduto de descendentes de escravos. Das 33 áreas quilombolas reconhecidas em terras paulistas, 26 estão na região.

No caso da comunidade Peropava, localizada no município de Registro, o reconhecimento saiu em 2011, depois de seis anos de estudos coordenados pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo. Os primeiros registros dessa população de negros por lá datam de 1845.

O reconhecimento deu à comunidade o acesso a recursos governamentais já disponíveis para essa população. Foi assim com o programa estadual de Microbacias, que liberou R$ 400 mil para compra de máquinas e equipamentos. Veio também a independência financeira. Até pouco tempo atrás, os produtos da comunidade eram trocados, como num sistema de escambo. Agora, tudo virou mercadoria e tem preço.

“O governo estadual reconhece aquela comunidade como sendo remanescente de quilombo e aí o dinheiro sai. Aí tem condição daquela comunidade acessar o programa. Tendo áreas produtivas, você aumenta a renda da comunidade. Faz toda a diferença. Você insere grupos que estavam isolados do mercado, na economia”, explica o agrônomo e diretor Regional da CATI, Antônio Eduardo Sodrzeieski. 

O quilombo Peropava foi reconhecido com uma área de 392 hectares onde hoje moram 31 famílias. Cada uma delas tem menos de um hectare para trabalhar. O restante ainda é de mata preservada. A presidente da associação, Maria Izidoro Alves, diz que todas as mudanças que ocorreram só foram possíveis graças ao apoio e à iniciativa dos técnicos que atendem a região.

Enquanto a comunidade cresce junto, os quilombolas experimentam avanços na lida com suas lavouras. É que a chegada da mecanização e de equipamentos a gasolina reduziu o esforço do trabalho manual.

Cinco vezes por semana, em cinco feiras diferentes, eles comercializam os seus produtos. Mantendo a tradição, eles garantem mais qualidade de vida e geração de renda.

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