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Domingo, 08 Outubro 2017 14:57

Fernando de Noronha, um lugar paradisíaco para passar férias e descansar

Não bastassem as belezas naturais e o patrimônio histórico, Noronha ainda possui uma boa estrutura de apoio ao turista
Fernando de Noronha, um lugar paradisíaco para passar férias e descansar Divulgação

Longe de furacões e terremotos, num lugar paradisíaco para passar férias e descansar bastante e tudo isso, aqui mesmo no Brasil. É claro que estamos falando de Fernando de Noronha! Não bastassem as belezas naturais e o patrimônio histórico, Noronha ainda possui uma boa estrutura de apoio ao turista, com muitas atividades à disposição dos visitantes; o visitante pode conferir todas as informações necessárias para organizar seu roteiro e aproveitar tudo o que o Arquipélago tem para oferecer.

Programar uma viagem a Fernando de Noronha pode significar a realização de um sonho da maioria dos brasileiros. No Arquipélago, se tem a sensação de estar em uma parte do Brasil que deu certo, são 17 quilômetros quadrados a 545 quilômetros da costa, onde vive uma população de pouco mais de 2.100 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.

Visitar Noronha requer no mínimo cinco dias, para usufruir dos inúmeros atrativos naturais e vivenciar um pouco da história da nossa colonização. São inúmeras as opções de atividades e passeios, que atendem a todos os públicos e oferecem ao turista a chance de ver todas as belezas naturais.

A ocupação de Fernando de Noronha é quase tão antiga quanto à do continente. Em decorrência da sua posição geográfica, o arquipélago foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em carta náutica no ano de 1500, pelo cartógrafo espanhol Juan de La Cosa e em 1502 pelo português Alberto Cantino, neste com o nome "Quaresma".

Sua descoberta, em 1503, é atribuída ao navegador Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploratória às costas brasileiras, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Noronha, cristão novo, arrendatário de extração de Pau-Brasil.

"O paraíso é aqui", disse Vespúcio quando abordou aquela ilha deserta em 10 de agosto de 1503, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, a "Lettera", é o primeiro documento relativo à Ilha, a qual chamava de “São Lourenço”, fala de "infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer nas mãos; um boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação".

Em decorrência da descoberta, em 1504, foi doada a Fernão de Noronha, que havia financiado a expedição. Foi a primeira Capitania Hereditária do Brasil, porém jamais ocupada pelo seu donatário.

Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi abordada por muitos povos, sendo ocupada temporariamente no Século XVII por holandeses (que a chamaram "Pavônia") e no Século XVIII por franceses (que a rebatizaram de "Ile Delphine"). Esse ponto vulnerável a invasões motivou a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações, o maior sistema fortificado do Século XVIII no Brasil, dentre os quais a Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios. A maioria está de pé ainda hoje e dos demais restam evidências arquitetônicas.

Na mesma época, o Arquipélago transformava-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram desses presidiários a mão de obra que ergueu todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía “solitárias” e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado. Por medida disciplinar, a fim de evitarem-se fugas e esconderijos de presos, desde essa época a vegetação original foi sendo derrubada, alterando o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original, como na Ponta da Sapata, na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, Baía dos Golfinhos e Praia do Leão.

Cientistas ilustres visitaram o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. Todos foram atraídos pela sua grande biodiversidade e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no Século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaily registraram em tela a ocupação humana.

Em 1938 o Arquipélago foi cedido à União, para a instalação de um Presídio Político. Em 1942, durante a II Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar, juntamente com o Destacamento Misto de Guerra e a aliança com a Marinha norte-americana, que instalou na ilha uma Base de Apoio, com cerca de 300 homens.

Nesse período, uma superpopulação de mais de 3.000 expedicionários condicionaram a construção de casas pré-moldadas, para abrigá-los. De 1942 a 1988, a ilha foi administrada por militares: Exército, até 1981; Aeronáutica, até 1986; e EMFA, até 1987. Ainda território federal passou para o MINTER, tendo o seu único Governador Civil. Nesse período, entre 1957 e 1965, houve uma nova presença americana, no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.

Em 1988, por força da Constituinte, foi reintegrado ao Estado de Pernambuco, sendo hoje um Distrito Estadual. Também em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho, coexistindo, no espaço de 26 km², o PARNAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental estadual.

Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago "Sitio do Patrimônio Mundial Natural", tendo o diploma sido entregue em 27 de dezembro de 2002. Em 2003, completou-se 500 anos da entrada de Fernando de Noronha na história dos homens. 500 anos da sua primeira abordagem, de sua descrição, por um dos maiores navegadores da história, Américo Vespúcio.

Se não bastassem as belezas naturais e o patrimônio histórico, Fernando de Noronha ainda possui uma boa estrutura de apoio ao turista, com muitas atividades à disposição dos visitantes. Uma das atividades de lazer e cultura muito procurada é o mergulho ao fundo do mar.

Existem duas maneiras de chegar em Fernando de Noronha. Uma delas é o avião e a outra é através de um deslumbrante cruzeiro.

O Arquipélago de Fernando de Noronha é todo rodeado por um mar com águas azuis esverdeadas, nas quais o turista pode apreciar a variadíssima fauna marinha existente no local.

Em Fernando de Noronha, o turista pode admirar uma das maiores belezas já vistas: o paraíso dos golfinhos que atrai surfistas de todo o mundo. Por lá também se pode apreciar as tartarugas centenárias que vivem no local. O Marlin Azul, peixe conhecido como rei dos oceanos, também é muito admirado. Tem também o farol que serve de orientação para os navegantes. Um passeio imperdível! Uma viagem que é um sonho. Prepare suas próximas férias! Procure já seu agente de viagens!

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