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Segunda, 19 Março 2018 16:53

MinC lança programa para produtores culturais sobre leis de incentivos

Objetivo é capacitar produtores culturais, gestores públicos e patrocinadores para lidar com os mecanismos de fomento à cultura disponíveis no governo federal
Por Agência Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) lançou no último dia 15 em São Paulo, o Circuito Cultura Gera Cultura cujo objetivo é capacitar produtores culturais, gestores públicos e patrocinadores para lidar com os mecanismos de fomento à cultura disponíveis no governo federal. As equipes do MinC estarão em todas as capitais brasileiras para orientar sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual, entre outros.

Segundo o MinC, a primeira capital será Macapá, no dia 2 de abril. O estado foi escolhido para ser o primeiro porque foi um dos três onde não houve captação de recursos para a Lei Rouanet. Os outros foram Roraima e Acre, que recebem o circuito em 13 e 16 de abril, respectivamente. Os encontros terão formato de seminário e durarão um dia em cada capital.

“Serão seminários de sensibilização e capacitação voltados sobretudo para artistas e produtores culturais e também para gestores públicos de cultura, além de potenciais patrocinadores de projetos culturais e possíveis usuários da Lei Rouanet. Nós esperamos contribuir para sensibilizar empresas que hoje não se utilizam da lei e não patrocinam projetos culturais usando os benefícios fiscais passem a fazê-lo, sobretudo apoiando projetos locais”, explicou o ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão.

Segundo ele, o circuito dará grande impulso à descentralização dos recursos. “A Lei Rouanet é um mecanismo de empoderamento dos contribuintes e dá a eles o poder de decisão e de escolha. Se querem recolher parte do seu imposto de renda diretamente para o governo ou se querem empregar essa parte no patrocínio a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Muito importante que essa decisão de aplicar recursos localmente seja dos contribuintes, sobretudo no caso das empresas”.

Sá Leitão disse que pretende participar da maior parte dos encontros, principalmente em capitais onde ainda não teve oportunidade de estar desde que assumiu o ministério. “Será uma ótima oportunidade de conhecer melhor a realidade local da cultura e da produção cultural, ter uma interação com os produtores e gestores e aprender com eles e ver de que maneira podemos melhorar a atuação do Ministério”.

De acordo com dados do MinC, o orçamento para a Lei Rouanet é de R$ 1,35 bilhão para este ano, de R$ 300 milhões para a Lei do Audiovisual e cerca de R$ 1,2 bilhão para o programa Audiovisual Gera Futuro, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, o que representa apenas 0,64% do montante total das renúncias concedidas pelo governo federal, calculada em R$ 284,8 bilhões.

Exposição

A exposição “A Imaginação da Madeira” no Itaú Cultural, região central da capital paulista, está com 270 peças do artista sergipano Véio, apelido de Cícero Alves dos Santos. Esculpidos sempre em madeira de árvores mortas, os trabalhos têm a marca da existência sertaneja, apesar de grande parte da produção ser abstrata ou trazer seres e objetos fantásticos. A exposição gratuita pode ser vista no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, até o dia 13 de maio. Mais informações na página www.itaucultural.org.br.

Segundo o curador, Carlos Augusto Calil, o escultor, que atualmente tem 70 anos, enfrentou um longo percurso para se estabelecer. “Criado em uma comunidade muito conservadora e muito pobre, onde ele teve que se fazer, que se impor. Sempre esteve contra a maré, marginalizado”, afirma, sobre como ele teve de vencer a pressão para fazer um trabalho mais tradicional, do ponto de vista de onde vivia. “Essa expectativa de ser um artesão, de reproduzir nas esculturas dele cenas da vida sertaneja. Ser um cronista, como muitos artesãos são”, explica.

Passando por uma fase inicial mais ligada a essa tradição, Véio foi criando uma forma de expressão própria. “Ele ultrapassa isso e começa a criar objetos e, sobretudo, seres que não existem na natureza. Ele deixa de ser um documentarista, digamos assim, e passa a ser um criador no sentido puro. Um homem que inventa figuras, situações. Uma capacidade criativa inesgotável”, detalha o curador.

O processo do escultor está muito ligado, de acordo com Calil, ao material usado, como a própria madeira indicando os caminhos da obra final. “Ele tem essa clareza, que dá vida ao que está morto – ele vê nessa madeira morta, figuras. Ele pega um tronco e pinta, desbasta um pouco, mas mantém a estrutura do tronco. Mas não é mais um tronco, é uma figura que não está no nosso mundo. Está em outra esfera”, diz.

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