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Quarta, 11 Outubro 2017 15:06

Variação de humor nem sempre está ligada ao Transtorno Bipolar

Trata-se de um transtorno mental que atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de pessoas em todo o mundo.
O Transtorno Bipolar (TB) é um transtorno mental que atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de pessoas em todo o mundo O Transtorno Bipolar (TB) é um transtorno mental que atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de pessoas em todo o mundo Divulgação
Da Reportagem

O Transtorno Bipolar (TB) é um transtorno mental que atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de pessoas em todo o mundo. É um transtorno cujos sintomas apresentam recorrência se não forem tratados. Infelizmente, o termo “bipolar” se popularizou e é usado de forma errônea para nomear pessoas que costumam ter variações normais do humor.

Mas, afinal, a variação de humor é normal ou pode mesmo ser um sinal de algum transtorno mental? Segundo Dr. Caio Magno, psiquiatra e cofundador da Clínica Estar Saúde Mental, é completamente normal apresentar uma variação de humor ao longo do dia ou de algum período, dependendo dos acontecimentos.

“O humor é um estado de ânimo, ou seja, a pessoa pode acordar bem, feliz e motivada, mas ir dormir chorando ou irritada. A variação de humor é esperada, pois nossos estados emocionais dependem de alguns fatores, como a forma de lidar com nossas emoções e de situações externas, ou seja, do que nos aconteceu ao longo do dia ou num período específico”, explica.

Já a variação de humor que ocorre no Transtorno Bipolar é completamente diferente de acordar alegre e dormir triste. O TB é uma condição psiquiátrica que se caracteriza por mudanças do humor recorrentes com características e duração específicas e que afetam a vida da pessoa em vários aspectos. Isso quer dizer que os sintomas da bipolaridade podem levar a sofrimento emocional, prejuízo da capacidade de trabalhar, estudar e de se relacionar.

Variação do humor e duração dos sintomas são critérios importantes para o diagnóstico

“O Transtorno Bipolar se caracteriza por episódios de humor elevado (mania ou hipomania) e episódios de humor deprimido, que é a fase da depressão, assim como períodos de remissão, ou seja, fases sem apresentar nenhum sintoma. Há ainda os casos mistos, em que há sintomas de mania ou de hipomania e de depressão ao mesmo tempo”, comenta Dr. Caio.

Segundo o psiquiatra, a mania é um estado de humor exaltado ou irritadiço, com aumento de energia, sensação de grandiosidade, inquietação psicomotora e aumento de atividade direcionada para objetivos. “Seria como se a pessoa estivesse "ligada no 220", na expressão popular. A hipomania costuma ter duração mais curta e os sintomas serem mais brandos, sem interferência na funcionalidade da pessoa”, comenta Dr. Caio.

Depressão é o quadro mais comum
Apesar da bipolaridade ser caracterizada pelos episódios de mania ou hipomania, a depressão é quadro mais comum e persistente e é a principal causa de incapacitação. “Esse é um dos principais desafios no diagnóstico do transtorno bipolar. É muito comum que no transtorno bipolar do tipo II haja inúmeros episódios de depressão antes da ocorrência de um episódio de hipomania. Entretanto, em 60% dos casos uma crise de mania precede a depressão”, diz o médico.

Diagnóstico precoce e adesão ao tratamento são fundamentais
De acordo com Dr. Caio, o tratamento é feito na fase aguda e para manutenção. O primeiro visa à redução dos sintomas, sofrimento e risco para o paciente. Já a manutenção foca na prevenção de recaídas e ajudar a melhorar a capacidade funcional.

Além dos medicamentos, a associação com psicoterapia pode ser benéfica, sendo uma possibilidade a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) combinada com técnicas de psicoeducação para ajudar o paciente a entender sua doença e aumentar a adesão à terapia medicamentosa.

Para finalizar, a variação de humor, como vimos, é um comportamento esperado em qualquer pessoa. Porém, se ela impactar na capacidade funcional e se apresentar continuamente, o ideal é procurar um psiquiatra.

 

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