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Segunda, 04 Junho 2018 17:29

Parente que já vai tarde

Na edição anterior desta Gazeta de S.Paulo, ao analisar a greve dos caminhoneiros mencionei a frase do então presidente da Petrobrás, que disse: “Nosso objetivo é gerar valor para os acionistas no médio e no longo prazo”. “Menino” bom de serviço para o grande Capital, Pedro Pedro Parente acumulava cargos nesta estatal e na BRF, pivô do escândalo nacional da Carne Fraca, envolvendo integrantes da base de apoio a Temer.

Executivo venerado pelo “deus mercado”, teve passagem em grandes empresas e governos Collor, FHC e, agora, Temer. De ambos os Fernandos bem sabemos o caos. Em 2001, Parente ficou conhecido como o ministro do apagão, quando o Brasil viveu sua maior crise de energia elétrica. Agora, a partir de abril de 2016, assume a Petrobras e causa novo desastre em prejuízo da população.

Ao mandar o petróleo aqui extraído para ser refinado nos EUA e comprar diesel e gasolina de lá pela cotação do dólar e variação internacional do preço deste “ouro negro”, Parente cumpriu seu papel de privilegiar acionistas e tornar Petrobras ociosa para justificar seu desmonte e privatização. O resultado disso foi a disparada nos preços de gás, gasolina e diesel. 

Diante desse descalabro, caminhoneiros e petroleiros foram à luta contra os aumentos abusivos dos combustíveis e contra o desmonte da Petrobrás. Aliás, apesar da massacrante opinião privatista da mídia, pesquisas revelaram por ampla maioria que a população não quer que a estatal seja privatizada.

Ficou, então, evidenciada a política entreguista e criminosa desse governo golpista contra a Petrobras. Todavia, o custo para conter o preço do diesel recaiu sobre a população, com pesados cortes nas educação, saúde, reforma agrária e políticas sociais voltadas para mulheres, negros e indígenas. Cerca de R$ 2 bilhões a menos em prejuízo para milhões de brasileiros. 
Na última sexta-feira, 1º, Parente pediu demissão da Petrobras. É um passo no longo caminho a percorrer na defesa do patrimônio público e riquezas minerais do país, em benefício do povo brasileiro, por uma política justa para definir preços de gás, gasolina e diesel. Esta é a prioridade, antes de “gerar valor agregado para acionistas”.

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