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Segunda, 02 Abril 2018 17:08

Etanol, a Amazônia e todos nós

Mais de três dezenas de instituições que atuam em defesa da preservação ambiental e da vida subscrevem nota com o título “liberação de cana na Amazônia joga contra as florestas e o etanol brasileiro”. Por concordar plenamente com seu conteúdo que aborda a contradição e risco em autorizar, com a aprovação do Projeto de Lei 626/2011, o cultivo de cana-de-açucar na Amazônia Legal e entender que a causa em questão diz respeito a todos nós transcrevo, abaixo, trechos do referido manifesto.

“A onda de retrocessos socioambientais promovida pela bancada ruralista durante o governo Temer é tão grande que agora ameaça o próprio setor produtivo. Se aprovado, o PL número 626/2011 será trágico para as florestas e também para a indústria de biocombustíveis do Brasil – que sofrerá dano de imagem difícil de reparar num período crítico para o sucesso do etanol. O zoneamento da cana, aprovado por decreto em 2009, autoriza a expansão do cultivo em 70 milhões de hectares. Isso é dez vezes mais área do que a expansão projetada da lavoura até 2020. Portanto, não falta terra para plantar cana de forma sustentável”.

“Permitir o cultivo na Amazônia, mesmo que em áreas degradadas, significa acrescentar mais um motor ao desmatamento na região: a pecuária será empurrada para novas áreas para dar lugar à lavoura, estimulando a devastação onde hoje deveria haver aumento de produtividade”.

“Prejudicar a indústria dos biocombustíveis significa prejudicar também o clima. Além de ter sua meta no Acordo de Paris para o setor de energia baseada, entre outros, na produção sustentável do etanol, e viabilizada com a lei do RenovaBio, o Brasil também lidera esforços internacionais de desenvolvimento de biocombustíveis para a descarbonização rápida do setor de transportes. Essa liderança é ferida de morte com este Projeto”.

“O PL 626/2011 atende a alguns interesses privados e acaba beneficiando estrangeiros enquanto impõe graves ameaças à Amazônia e ao setor de biocombustíveis. Repudiamos qualquer tentativa de votá-lo em plenário. Em respeito aos interesses maiores do país, o arquivamento” é o melhor destino para esse malfadado Projeto.

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