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Segunda, 19 Fevereiro 2018 16:29

Violência: faces e disfarces

Lançada, anualmente, na tradicional quarta-feira de cinzas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como foco a violência nos seus variados aspectos e formas. Assim, a CNBB “provoca” a sociedade e chama a atenção das autoridades para o debate e reflexão em torno do tema “Fraternidade e Superação da Violência”.

Bem a caráter a escolha do tema, diante da realidade em que vivemos. A violência leva à morte cerca de 60 mil pessoas por ano no país, revela estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Ainda segundo o IPEA, o Brasil tem apenas 3% da população do planeta, mas responde por 13% dos assassinatos do mundo.

Cruel e sempre assustadora, a violência se manifesta em diferentes faces e mesmo com certo disfarce. No cerne de sua expressão, no entanto, a vida e a dignidade das pessoas, sobretudo de grupos sociais mais vulneráveis, são violadas constantemente.

A CNBB aborda, também, a cultura da violência, que tende a separar os “bons” dos “ruins” e, com isso, faz da vítima a culpada. Como a mulher em sua forma de se vestir e o adolescente drogado. Nessa lógica perversa, setores sociais como migrantes, imigrantes e pessoas cuja orientação sexual é diferenciada são sempre vistos com desconfiança.

Bem fundamentado, com dados e análises precisas sobre violência em toda a sua dimensão, o documento da CNBB discorre, ainda, sobre segurança e insegurança no Brasil, realidade prisional, questão racial e juventude (principais vítimas), pobreza e miséria, trânsito e a conduta de setores da política que criminaliza os movimentos sociais e age para inibir a participação popular.

Ao finalizar sua missiva afirma que “a Campanha da Fraternidade, abordando a realidade, nos provoca a sermos construtores da paz e gestores da fraternidade”. E conclui: “Para edificar a paz é preciso eliminar as causas da discórdia entre os homens, que são as que alimentam as guerras e, sobretudo, as injustiças”. Manifesto, aqui, total apoio e concordância com a abordagem e providencial iniciativa da CNBB.

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