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Segunda, 29 Janeiro 2018 16:33

A obra, a urna e o impacto

São Paulo está, há mais de um quarto de século, sob comando de um mesmo partido – o PSDB. E mais da metade desse tempo com Geraldo Alckmin à frente do governo. Acomodado no tempo e com a certeza de que a grande mídia não questiona sua paralisia, se mexe só às vésperas de eleições: divulga novas obras e inaugura outras que estavam paradas há anos.

Assim, no momento em que pretende alçar voo mais alto, o tucano mostra a cara. Mas estão registrados na memória do cidadão paulista, por exemplo, o atraso nas obras do transporte sobre trilhos e sua inoperância nas questões hídricas, como na crise do Cantareira, em 2014, sobretudo em razão da má gestão e falta de manutenção que geram desperdício de água.

Neste ano eleitoral Alckmin começa a inaugurar estações de metrô e aponta investimento de R$ 91,7 milhões para a construção de um sistema de bombeamento no ribeirão Sertãozinho e extensa tubulação até o reservatório Biritiba-Mirim. Para isso, pretende retirar mais de 2 mil litros de água por segundo do rio Itapanhaú e transferir para o Sistema Produtor Alto Tietê. Investe, agride o meio ambiente, para depois privatizar para o capital internacional a preço de banana, como é a lógica perversa da golpista turma de Brasília.

A obra enfrenta forte resistência em Bertioga e região, que seriam afetados com a transposição de parte da água do rio. Em reunião, o Conselho Comunitário de Defesa do Meio Ambiente do município decidiu revogar aval concedido ao projeto, o que pode paralisar seu licenciamento na Cetesb. A população local está mobilizada, promove manifestações e ações judiciais contra esta iniciativa.

Não se questiona a necessidade em garantir suprimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo, mas que seja feito com base em estudos que possibilitem avaliações dos impactos ao meio ambiente. A urgência com que o empreendimento e seu licenciamento estão sendo tratados, bem como a falta de informações suficientes sobre sua área de influência, a exemplo da termelétrica de Peruíbe, só se justifica pela ansiedade em torno do calendário eleitoral.

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