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Segunda, 04 Setembro 2017 18:46

Juréia pede socorro

Uma usina termétrica a gás natural, com capacidade de 1700 megawatts, em Peruíbe, no “miolo” da Juréia e a menos de cinco quilômetros de Piaçaguera. O governo Alckmin pretende levar esse “presente de grego” para esta cidade do litoral sul paulista, um dos últimos santuários ecológicos do Estado.

Com o sugestivo nome de “Verde Atlântico”, o projeto está em análise na CETESB. A área a ser ocupada é de 180 hectares e percorrerá a zona de amortecimento de dois parques estaduais, três áreas de proteção ambiental e vastas áreas indígenas, como Itaoca, Guarani do Aguapeú e Rio Branco.

O resultado disso, segundo ambientalistas, será o impacto causado pelo efeito da chuva ácida, que vai degradar a Juréia, um dos últimos remanescentes contínuos de Mata Atlântica no Estado.

Além disso, o processo de resfriamento do vapor para gerar energia vai consumir até três toneladas de água do mar por hora, cerca de 90 milhões de litros por dia. A volta dessa água para o mar numa temperatura mais elevada e contaminada por efluentes químicos como soda cáustica e cloro vai causar morte à fauna marítima da região.

Investigado pelo Ministério Público estadual e federal, o empreendimento de R$ 5 bilhões da Gastrading, empresa criada há apenas seis anos, chama a atenção pela rapidez para aprovação de sua licença ambiental.   

O turismo local também será outra vítima da insanidade que esta usina representa, com a degradação ambiental irreversível causaria. Por tudo isso, estamos juntos, ao lado da mobilização dos moradores de Peruíbe e entidades ambientalistas que lutam contra este projeto luta.

Gazeta SP

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