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Terça, 22 Maio 2018 17:14

Setor da pesca já teme desemprego com embargo europeu ao peixe brasileiro

A pior safra de sardinha dos últimos 20 anos já havia representado um baque importante na saúde financeira de armadores e processadoras de peixe em 2017. Agora, o embargo formalizado pela União Europeia à importação de pescados capturados/produzidos no Brasil lança ainda mais preocupação sobre o setor. Em Santa Catarina, maior produtor de frutos do mar do País, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca (Sitrapesca) já prevê redução nos preços pagos ao pescador devido à redução nos embarques para o exterior. 

Segundo Henrique Pereira, presidente do Sitrapesca, no litoral catarinense a safra da tainha já começou para os artesanais, mas os preços estão até 33% abaixo do que era praticado em 2017. O motivo da desvalorização é o fechamento do mercado para exportação da ova do peixe à Itália, importante consumidora do produto. Somente em Santa Catarina são 10 mil trabalhadores envolvidos na cadeia de exportação.

A solução é buscar novos mercados, como a Ásia, para onde os exportadores brasileiros enviam o peixe-sapo, que não tem mercado no Brasil. O problema é que a Coreia do Sul, principal importador da espécie no continente, costuma firmar contratos de importação com valores até 30% inferiores aos que são pagos pelos países da União Europeia.

Resiliente, o setor vem sobrevivendo a baques sucessivos. Nesse contexto, o golpe mais duro talvez tenha sido a drástica redução nos estoques de sardinha na costa brasileira. Das 270 mil toneladas capturadas em meados da década de 1970, as 15 mil toneladas retiradas do mar em 2017 deixaram um rastro de apreensão em todas as praias do Sul e Sudeste.

A situação foi tão grave no ano passado que a maior processadora de pescados da América Latina, a espanhola Gomes da Costa, precisou dar férias coletivas a seus funcionários. Mais: a empresa teve de importar de Omã, Marrocos e Arábia Saudita 90% da matéria prima para sua fábrica de enlatados instalada em Santa Catarina.

Outro golpe recente foi a extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2015. Somados, todos esses fatores jogam por água abaixo o esforço do País de incrementar o consumo interno e gerar novos negócios e empregos no setor. Esse esforço governamental vinha desde o final do governo FHC e atravessou os dois mandatos de Lula e o primeiro governo de Dilma Rousseff, quando o setor ganhou status de ministério e reforço no caixa para modernização da frota pesqueira.

Isso impacta teu bolso.
O índice que mede a variação dos preços recebidos pelos produtores rurais paulistas registrou alta de 2,14% em abril na comparação com março. Os dados foram divulgados na semana passada pelo Instituto de Economia Agrícola, órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. 

Aí na cidade.
Os produtos que apresentaram maiores altas foram: trigo (25,69%), laranja para indústria (16,08%), feijão (11,03%), soja (10,63%) e amendoim (6,49%). Em sentido contrário aparecem banana nanica (-16,74%), carne suína (-5,35%) e batata (-5,32%) destaques da queda de preços.

Tem livro novo.
Acaba de sair da gráfica o livro ‘1.000 Cervejas Brasileiras Premiadas’. Produzida pela Beer Art, a publicação pretende se tornar uma fonte de consulta para cervejarias, sommeliers, jornalistas e apreciadores. 

Saindo da gráfica!
A produção gráfica adotou o sistema de financiamento coletivo e levou em consideração as medalhas obtidas pelas cervejas brasileiras em 14 campeonatos realizados ao redor do Planeta, como os Mondiais de La Bière de Montreal, Estrasburgo e Rio de Janeiro. O livro custa R$ 39,00 (www.lojabeerart.com).

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