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Quarta, 14 Fevereiro 2018 17:34

Enquanto bois sofriam no Porto, Europa criava leis para proteger até os peixes

Enquanto parte da população de Santos se indignava com os maus tratos a que foram submetidos 25 mil bois confinados em um navio no Porto, na Europa e nos Estados Unidos a consciência em relação à crueldade a que são submetidos os animais para alimentação humana vem obrigando criadores e indústrias a rever conceitos e mudar procedimentos. Por lá, já se discute até se peixes e crustáceos sentem algum tipo de dor quando são abatidos.

Em janeiro, a Suíça proibiu a prática até então comum na Europa de cozinhar lagostas vivas, seguindo exemplo da Itália, que poucos meses antes já havia banido o transporte de lagostas vivas em gelo ou em água gelada, também comum no continente.

Nos Estados Unidos, desde 2013 a American Veterinary Medical Association considera que os peixes possuem sistemas que os fazem sentir dor e sofrimento como os animais vertebrados terrestres. Isso desencadeou uma campanha de ativistas, a começar pelo estado de Ohio.

Escritor mais lido de 2016 nos EUA, segundo o jornal The New Yok Times, Jonathan Balcombe, reuniu estudos de diversos pesquisadores da área e também concluiu que os peixes sentem dor igual a nós, os humanos. O livro “What a Fish Knows: The Inner Lives of Our Underwater Cousins” em breve estará disponível em 12 línguas além do inglês.

Essas conclusões deverão provocar novas reações na indústria da pesca, do transporte e da gastronomia no sentido de dar um tratamento mais humanitário aos frutos do mar. Balcombe é mestre em biologia e pós-doutorado em etologia, ciência que estuda o comportamento dos animais.

As galinhas poedeiras também passaram a receber a atenção de ativistas nos EUA na última década por serem mantidas em gaiolas onde não têm espaço sequer para se movimentar. Essa técnica é considerada uma das mais cruéis dentre todas usadas com
animais criados para alimentação humana.

Diante da pressão dos consumidores, grandes redes de fast food e gigantes internacionais do setor de alimentos industrializados vão abolindo os ovos de galinhas confinadas em gaiolas. Essas empresas têm passado a exigir de seus fornecedores granjas onde os animais possam circular livremente em galpões. Essa tendência já chegou ao Brasil. Mas, aqui, os criadores receberam uma espécie de moratória de até cinco anos para que se adaptem à exigência de um tratamento mais digno às aves.

Vem aí.
Uma equipe formada por pesquisadores do Brasil, Reino Unido e EUA identificou o gene que endurece as paredes celulares dos vegetais. Na cana, a retirada desse gene aumentou a liberação de açúcares em até 60%.

O super etanol.
Segundo os pesquisadores, para a produção de etanol de segunda geração, feito a partir da biomassa vegetal, essa descoberta é um avanço importante. O resultado da pesquisa foi publicado em janeiro na revista New Phytologist.

Feito de cascas.
A descoberta do gene permitirá o desenvolvimento de plantas com paredes celulares mais fáceis de serem quebradas. E isso aumentará a eficiência na produção do etanol.

Ofertas na feira.
Em fevereiro, várias frutas estão no auge da safra, o que significa preços até 30% menores que no resto ano. Esse é o caso dos abacates fucks e geada, da ameixa estrangeira, da carambola, do figo, da goiaba e da laranja pera, do limão taiti, da maçã gala, da mamão formosa e da manga palmer, da melancia, da pera nacional e do pêssego estrangeiro, da pinha, da pitaia, da seriguela e da uva rubi.

Filosofia do campo:
“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”, Fernando Pessoa (1888/1935), jornalista e escritor português.

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