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Terça, 06 Fevereiro 2018 15:55

Brasil é líder mundial no assassinato de boias-frias, alerta Igreja Católica

Balanço publicado em janeiro pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Igreja Católica apontou o assassinato de 65 pessoas em conflitos pela posse da terra ao longo de 2017 no Brasil. Esse número dá ao País o título de mais violento do mundo para os trabalhadores rurais. E cresceu o número de chacinas no campo a mando de grandes fazendeiros e madeireiros.

O documento aponta que nos anos anteriores havia uma certa seletividade nos homicídios. Assim, pistoleiros preferiam matar apenas lideranças dos trabalhadores rurais, de quilombolas descendentes de escravos e de indígenas, com a finalidade de intimidar os demais que ousassem lutar pela preservação da natureza ou pela posse da terra.

Em 2017, porém, houve a generalização da violência no campo, com a retomada da antiga prática de chacina como método de aniquilar todos os focos de resistência.

Em abril, nove posseiros foram torturados e assassinados por pistoleiros a mando de madeireiros da região de Colniza, no Mato Grosso. Outro ataque aconteceu em maio, em Vilhena, na Rondônia. Nesse episódio, três trabalhadores rurais foram mortos por lutar pela reforma agrária.

Também em maio: dez camponeses foram assassinados por policiais em Pau D´Arco, no Pará. Em Lençóis, na Bahia, em julho, oito quilombolas foram mortos na comunidade de Iúna. As chacinas também deixaram feridos. É o caso do povo indígena Gamela, no Maranhão, vítima de tentativa de extermínio por pistoleiros no município de Viana. Treze índios foram feridos, sendo um alvejado pelas costas e outro com as mãos decepadas.

Na visão da Pastoral da Terra, o agronegócio aprofundou em 2017 seu controle sobre o Estado Brasileiro após “o golpe parlamentar de direita”. E isso incentivou a captação de lucros a qualquer preço, num modelo de desenvolvimento excludente e concentrador de riquezas apenas na mão da elite rural, dos grandes fazendeiros.

“Ironicamente, o discurso oficial que afirma ser o agronegócio um dos setores mais produtivos do País torna-se verdade” à base de “ameaças, expulsões e mortes no campo”, diz o relatório.

Enquanto se discute.
Enquanto isso, a ONU está distribuindo sementes para um milhão de refugiados que encontraram abrigo em Uganda, fugidos da guerra civil no Sudão do Sul, na África. Um superfeijão desenvolvido por cientistas é a esperança para retomada da distribuição da ração diária que vinha sendo servida aos refugiados a fim de evitar que morram de fome.

O sexo dos anjos.
O superfeijão, batizado de nabe 15, é mais resistente à seca e imune a pragas, tem cozimento rápido e produz em menos tempo. O governo ugandês estima em US$ 2 bi a verba anual necessária para dar apoio à legião de migrantes, mas recebeu de agências e doadores só US$ 358 milhões em 2017. Bidi Bidi é o maior campo de refugiados do mundo, com 270 mil migrantes.

Unicamp usa o zika para.
O zika vírus, causador de microcefalia em bebês cujas mães tenham sido infectadas durante a gestação, pode ser uma alternativa para o tratamento do tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral maligno em adultos.

Combater tumor maligno.
Modificado geneticamente, ele pode destruir células do glioblastoma. A descoberta foi feita por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. O estudo foi descrito em artigo no repositório de Ciências Biológicas bioRxivv e publicado no Journal of Mass Spectrometry.

Filosofia do campo:
“A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem estar de nossas classes dominantes é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga”, Eduardo Galeano.

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