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Terça, 23 Janeiro 2018 16:25

Vem aí uma revolução capaz de transformar até porão em fazenda

Quando alguém lhe disser que ‘o Brasil vai alimentar o mundo’ porque tem muitas áreas ainda inexploradas, terra boa, água e sol, desconfie. Estufas experimentais construídas no frio da Europa já estão conseguindo produzir até seis safras de trigo, cevada e ervilha por ano. Essa é uma performance gigantesca diante da única safra de trigo colhida pelo Brasil a cada 12 meses.

Claro que o trigo prefere o frio europeu ao calor tropical, mas o segredo para a fartura nas estufas não é nenhuma planta transgênica de alta produtividade, nenhum super fertilizante, nenhuma terra excepcional, tampouco água em abundância ou qualquer milagre no aproveitamento da luz solar.

O segredo das altas produtividades nesses experimentos são as lâmpadas LED. Ligadas 22 horas por dia, elas garantem luminosidade suficiente para potencializar a fotossíntese a um custo relativamente baixo. Outra vantagem é que as estufas permitem que os vegetais se concentrem apenas na produção dos frutos, sem gastar energia com pragas e insetos, já que o ambiente fechado impede a entrada até de ervas daninhas, concorrentes por nutrição.

Os estudos mais avançados estão sendo conduzidos por pesquisadores do John Innes Centre, na Inglaterra, e das universidades de Queensland e Sydney, na Austrália.

O resultado das pesquisas com a técnica de aceleração do crescimento (speed breeding) foi publicado na revista científica Nature Plants em dezembro. Em Nova York, a técnica já vem sendo utilizada com sucesso por uma ‘fazenda’ com 106 metros quadrados que funciona no subsolo de um edifício, sem qualquer acesso à luz solar.

Especialistas acreditam que a aceleração do crescimento pode ser a solução para alimentar o mundo sem devastar novas áreas para abertura de fronteiras agrícolas capazes de suprir o aumento populacional previsto no século 21.

Assim, o método poderá ter impacto similar ao da Revolução Verde no pós-guerra, quando novas variedades de plantas, técnicas modernas de cultivo e fertilizantes mais eficientes ajudaram a salvar milhões de pessoas da fome.

Cerveja artesanal.
O Governo do Rio Grande do Sul acaba de criar a Rota das Cervejarias Artesanais do Estado. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa em dezembro e é visto como uma oportunidade para o desenvolvimento econômico e turístico dos municípios gaúchos.

Nos 22 municípios.
A produção de cervejas gaúchas teve início no século 19, em áreas de colonização alemã. O projeto vai integrar 22 municípios, na região turística conhecida como Rota Romântica. O mercado brasileiro está entre os três maiores do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Da Rota Romântica.
Segundo o Instituto da Cerveja, o consumo no Brasil movimentou R$ 77 bi em 2016, o que correspondeu a 1,6% do PIB. De 2007 a 2015 houve um aumento de mais de 500% no número de micro cervejarias no País, 91% delas estão nas regiões Sul e Sudeste, com 2,2 milhões de trabalhadores.

Água de coco.
Enquanto isso, o município do Conde, no litoral norte da Bahia, promove entre os dias 23 e 28 deste mês a primeira edição do Festival de Coco. O evento reúne gastronomia, cultura, ciência, agronegócio e muito axé, com Daniel Vieira, Saulo e Harmonia do Samba.

E muito axé na Bahia.
O município de praias paradisíacas, que integra a Linha Verde e fica a 150 km de Salvador, recebeu recentemente um investimento holandês milionário para construção de uma fábrica para envase da água de coco.

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