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Terça, 19 Dezembro 2017 16:47

Maior financiador da Amazônia reduz repasse em 60% por alta no desmatamento

O governo da Noruega vai reduzir em 60% o pagamento anual que faz ao Brasil para proteção da Floresta Amazônica. Os noruegueses levaram em conta dados oficiais que apontaram o aumento no desmatamento da Amazônia em 2016. No total, 7.989 quilômetros quadrados de mata foram derrubados no período anual encerrado agora em julho. Nos 12 meses anteriores, 6.207 quilômetros quadrados de floresta haviam sido derrubados.

Com isso, o prêmio transferido ao governo brasileiro pela preservação da Amazônia cairá para 42 milhões de dólares, o equivalente a 350 milhões de coroas (a moeda norueguesa). A média de repasses havia sido de 925 milhões de coroas no período entre 2009 e 2016.

Em junho, os noruegueses já haviam alertado Michel Temer sobre o aumento no desmatamento, o que causou constrangimento à delegação brasileira durante viagem à Europa. Os repasses são uma compensação pelos impactos da exploração de petróleo e gás natural no Mar do Norte.

Os pagamentos anuais são parte de um programa de longo prazo de bilhões de dólares para conter a redução da Floresta Amazônica na tentativa de frear o aquecimento global. As árvores são depósitos de dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa produzido pelo homem através da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel.

As áreas que deveriam ser protegidas estão sendo desmatadas para a venda de madeira e para formação de áreas de pastagem para o gado de corte.

O trem da economia.
Brasil, Argentina e Paraguai voltaram a debater, em Chapecó, o projeto que prevê a criação da Rota do Milho. O objetivo é escoar cereal paraguaio para Santa Catarina e, assim, garantir o abastecimento das granjas do Estado, um dos maiores produtores e exportadores de aves e suínos do País.

Interligando o Mercosul.
A rota, feita por trens, derrubaria o custo do frete em 70%. Santa Catarina produz 3,2 milhões de toneladas de milho, mas consome 6,2 milhões de toneladas. No Paraguai, a colheita de milho cresceu 12,5% na safra 2016/17.

O que a grande...
Encravado no meio de grandes fazendas do agribusiness, o acampamento Fidel Castro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, conseguiu a façanha de erradicar o analfabetismo, uma das maiores chagas do capitalismo. A formatura dos 24 alunos foi no último dia 6.

Mídia não mostra.
No município de Centenário do Sul, norte do Paraná, onde fica o acampamento, o índice de analfabetismo chega a 19%, segundo o Censo 2010 do IBGE. Os educadores do MST usaram o método cubano ‘Yo, si Puedo!’de alfabetização de adultos. No Fidel Castro, há 400 famílias.

Justiça elitista.
O advogado Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas, tem sido expulso de audiências relacionadas à demarcação de terras indígenas em vários fóruns do País. Segundo o advogado, os juízes não aceitam sua presença trajando colares típicos de sua etnia sobre o paletó.

O preconceito velado.
Mas, incoerentes, os mesmos juízes permitem o uso de adereços típicos do homem branco nas audiências, como relógios e colares femininos. O desabafo foi feito dia 1º, no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre, durante encontro da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares.

80 cervejas.
A partir de janeiro, a ‘Science of Beer’, uma das principais instituições de ensino cervejeiro do mundo, passa a oferecer o curso para formação de sommeliers. Os professores têm experiência internacional e as quatro aulas acontecerão na Cervejaria Bohemia, em Petrópolis, na Serra Fluminense.

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