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Terça, 14 Novembro 2017 16:27

Cientistas criam extrato natural contra o câncer feito com fruta típica da Bahia

Substâncias encontradas na graviola vêm chamando a atenção dos cientistas devido às propriedades inseticidas e vermífugas e ao comprovado efeito anticancerígeno conforme já apontava o conhecimento tradicional de índios e caboclos. Mas, como todo medicamento pode virar veneno se ministrado sem a devida cautela, era preciso aprofundar os estudos e definir um método seguro para extrair e concentrar esses compostos, conhecidos como alcaloides e acetogeninas anonáceas, derivados de ácidos graxos.

Pois bem, foi isso que fizeram a Unicamp e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. O estudo abre caminhos para que se possa transformar folhas, cascas e sementes em fitoterápicos ou suplementos alimentares, sem a perda de princípios ativos de interesse farmacêutico.

Nesse processo realizado na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (FEA-Unicamp), os pesquisadores resolveram utilizar um solvente reconhecido como seguro para o consumo humano, o etanol.

O método usado para a produção do extrato foi a separação através de membranas seletivas. O processo não utiliza altas temperaturas, garantindo as características nutricionais do produto. As membranas funcionam como peneiras moleculares capazes de fracionar diferentes compostos.

Para o professor Flávio Luís Schmidt, da Unicamp, orientador do estudo, “a matéria-prima pode gerar produtos relativamente baratos, ao alcance da população, com ganhos na qualidade de vida”.

Na Universidade Federal do Ceará (UFC), que estuda a graviola desde 2010, ficou evidente a atividade anticâncer dos extratos em testes pré-clínicos com células e animais. Os estudos são fruto de parceria com a empresa Inovagro, interessada em produzir suplemento alimentar com o pó da folha da graviola.

Apesar dos resultados promissores, o químico Cláudio Costa, da UFC, salienta que isso ainda não significa que as pessoas possam utilizar o extrato. Antes, será necessário definir qual é a dose segura e se há efeitos colaterais.

Brasil sem maquiagem
Enquanto o governo alardeia aumento na venda de carros, os negócios com máquinas agrícolas despencaram em outubro. Na comparação com outubro de 2016, que já não havia sido bom para o setor, a queda foi de 20,9%, segundo a Anfavea, que representa os fabricantes.

Prepare o bolso: colheita.
A primeira previsão do IBGE para a safra 2018 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas será de 220 milhões de toneladas, volume 8,9% abaixo da safra a ser colhida até o fim de 2017.

Será menor em 2018.
E esta queda na produção deverá atingir todas as regiões: Norte (-3,2%), Nordeste (-5,8), Sudeste (-4,8%), Sul (-12,3%) e Centro-Oeste (-8%).

Ciência e fartura na mesa.
Pela primeira vez em 517 anos, agricultores conseguiram produzir alho em pleno litoral catarinense. Isso só foi possível graças a uma técnica que submete a semente ao frio extremo para que ela produza o bulbo quando lançada no solo. O Brasil consome 300 mil toneladas de alho/ano. Desse volume, 80% é importado.

Quer economizar?
Almeirão, aspargos, beterraba, brócolis, cenoura, couve de Bruxelas, hortelã, espinafre, manjericão, mostarda, palmito e rabanete estão no auge da safra em novembro, ou seja, com preços até 30% mais baixos que no resto do ano.

Conhece?
A guavira (Campomanesia spp) acaba de ser declarada fruto símbolo do Mato Grosso do Sul. Nativa do Cerrado, a guavira, também conhecida como guabiroba, celebra a biodiversidade brasileira e sua escolha marca os 40 anos da criação do Estado, desmembrado do Mato Grosso em 1977.

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