Edição de Hoje capa
Edições Anteriores
Terça, 03 Outubro 2017 15:54

Projeto que mascara uso de transgênicos em alimentos avança no Senado

O anseio dos ruralistas em eliminar a letra T das embalagens, a indicar de maneira ostensiva os alimentos industrializados que contenham organismos geneticamente modificados (transgênicos), avança no Senado. O Projeto de Lei 34/2015, que reduz as exigências para identificação dos transgênicos, foi aprovado pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) no último dia 19, em votação simbólica.

Relator da matéria, o senador Cidinho Santos (PR/MT) alegou antes da votação que “o projeto é interessante para o País” e argumentou que “não há necessidade de escancarar na embalagem um T bem grande”. Para ele, “a especificação pode vir no rótulo, sem a necessidade da caracterização, como símbolo de caveira para desmerecer o produto brasileiro”.

Apesar das suspeitas que pairam sobre os transgênicos, o senador defende que não há comprovação de que eles causem danos à saúde humana. O líder ruralista afirma ainda que alimentos que comprovadamente podem causar males, como glúten, lactose, gorduras trans, sal ou açúcar, não exigem símbolos destacados, como acontece com o T dos transgênicos.

Desde 2003, o Decreto 4.680 obrigou as empresas a identificá-los. Mas, com a resistência da indústria, o Ministério Público Federal intercedeu e o Judiciário determinou que as empresas rotulassem os produtos com o T dentro de um triângulo amarelo, o que começou a ser feito em 2008. Mas, em 2015, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que extingue essa obrigatoriedade, o que levou a Justiça a novamente intervir.

Os transgênicos são produto de cruzamentos que não aconteceriam na natureza, sendo, portanto, fruto de manipulação genética. No bilionário mercado mundial de agrotóxicos, grandes laboratórios multinacionais criam sementes transgênicas resistentes a seus próprios agroquímicos, o que permite a pulverização do veneno nas lavouras. Assim, eliminam-se ervas daninhas e insetos, sem prejudicar a lavoura, tornando-as mais produtivas e rentáveis. O Brasil é, hoje, o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Críticos alegam que não há estudos a comprovar os efeitos dessas práticas na saúde e no ambiente. Segundo eles, os dados que embasam a opinião dos defensores dos transgênicos são financiados pelos próprios fabricantes das sementes e dos agrotóxicos, interessados no bilionário negócio global.

Fome Zero.
O Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento anunciou agora que decifrou o genoma do milheto pérola, cereal altamente resistente que sobrevive mesmo nos solos mais pobres das zonas mais áridas do Planeta.

Em escala global!
O milheto pode reduzir o déficit alimentar das populações mais carentes do Planeta porque cresce até em regiões onde trigo, milho e arroz não germinam. Segundo o Instituto Francês, o milheto será a solução contra a fome na África e o sequenciamento genético vai torná-lo mais nutritivo.

Arroz, feijão.
Segundo o Índice de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE), o valor do tradicional arroz, feijão, bife e batata frita ficou, em média, 3,90% mais barato nos últimos 12 meses. A média de todos os gêneros alimentícios comprados nos supermercados ficou em -3,32%.

Alegria do povão!
O valor do feijão carioca, muito consumido em SP, despencou 56,47% em 12 meses. O feijão preto, que não falta na mesa de cariocas, gaúchos e mineiros, caiu 31,08%, segundo o IBRE. O motivo da redução nos preços foi o clima favorável, com chuva e sol na medida certa no primeiro semestre.

A mandioca e a seca
A disponibilidade de mandioca continua reduzida em todas as regiões produtoras devido ao clima seco, que atrapalhou a colheita nos últimos dias, reduzindo a oferta de raiz.

Gazeta SP

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação
Comercial

Diretor Presidente
Sergio Souza

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Diretor de Projetos Especiais
Marcelo Barros