Edição de Hoje capa
Edições Anteriores
 
Segunda, 16 Abril 2018 16:04

Ação na Síria foi feita porque era o correto e não por pressão de Trump, diz May

"Nós não fizemos isso porque Trump nos pediu, nós fizemos porque acreditamos que era a coisa certa a fazer. Há amplo apoio internacional para a ação que tomamos", disse May
Os deputados criticaram o fato de May não ter pedido o apoio do Parlamento para o bombardeio realizado no último sábado Os deputados criticaram o fato de May não ter pedido o apoio do Parlamento para o bombardeio realizado no último sábado Jay Allen/MoD/Crown Copyright/Fotos Públicas
Por Folhapress
De São Paulo

A primeira-ministra britânica Theresa May disse nesta segunda-feira (16) ao Parlamento britânico que  autorizou o ataque aéreo contra a Síria porque a decisão era moral e legalmente correta e não como resultado de pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Nós não fizemos isso porque o presidente Trump nos pediu, nós fizemos porque acreditamos que era a coisa certa a fazer, e não estamos sozinhos. Há amplo apoio internacional para a ação que tomamos", disse ela, que enfrentou pressão dos parlamentares, em especial da oposição. 

Os deputados criticaram o fato de May não ter pedido o apoio do Parlamento para o bombardeio realizado no último sábado (14, noite de sexta no Brasil) em parceria com os Estados Unidos e a França.

Segundo ela, teria sido impossível levar a questão à Câmara dos Comuns porque esta estava em recesso e parte das informações que basearam a ação eram confidenciais e não podiam ser compartilhadas.  "Nós sempre deixamos claro que o governo tem o direito de agir rapidamente para garantir o interesse nacional", afirmou ela. 

As afirmações de May foram uma resposta às declarações do líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, que disse que o ataque era legalmente questionável e que a primeira-ministra tinha seguido as orientações de Trump. 

A defesa de May no caso aconteceu no mesmo dia que a equipe da Opaq (Organização para a Proibição de Amras Químicas) foi impedida de chegar até Douma para analisar o local onde teria acontecido o ataque químico feito por Damasco.

Londres e seus aliados culpam o governo sírio e a Rússia, aliada do ditador Bashar al-Assad, pelo uso das armas químicas e, por isso, realizaram o bombardeio de sexta-feira. Moscou e Damasco negam envolvimento no caso. 

"Nós não podemos permitir que o uso de armas químicas se torne algo normal, seja na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em outro lugar", disse May ao Parlamento, ligando ataque ao caso do ex-espião russo Serguei Skripal, envenenado em 4 de março na cidade britânica de Salisbury.  

França Além de May, o presidente francês Emmanuel Macron também se viu obrigado a dar explicações sobre a participação de seu país no ataque. 

No domingo (15), Macron disse ter convencido Washington a manter a presença americana na Síria por um longo prazo - Trump já tinha declarado que pretendia tirar as tropas do país assim que possível.

Nesta segunda, após a Casa Branca questionar a fala do francês, Macron voltou atrás e disse que foi mal interpretado. Segundo ele, suas afirmações não indicaram uma mudança na posição americana. 

"A Casa Branca está certa em dizer que o envolvimento militar é contra o Daesh [um dos nomes do Estado Islâmico] e será interrompido quando a guerra contra o Daesh tiver acabado", afirmou Macron em nota.

Gazeta SP

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação - editor@gazetasp.com.br
Comercial - comercial@gazetasp.com.br

Diretor Presidente
Sergio Souza

Editorias
Brasil / Mundo / Estado / Capital / Grande São Paulo / Litoral / Vale do Ribeira / Serviços / Previdência / Variedades / Casa & Decoração / Turismo / Cinema

Colunistas
Pedro Nastri /
Nilson Regalado / Nilto Tatto/ Nilson Regalado/ Marcel Machado

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Jornalista Responsável
Nely Rossany