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Sábado, 25 Novembro 2017 18:25

Merkel rejeita novas eleições e quer novo governo 'rapidamente'

Nos últimos dias, uma série de negociações frustradas colocaram o quarto mandato de Merkel como chanceler em xeque
Nos últimos dias, uma série de negociações frustradas colocaram o quarto mandato de Merkel como chanceler em xeque Nos últimos dias, uma série de negociações frustradas colocaram o quarto mandato de Merkel como chanceler em xeque Associated Press
Por Folhapress

Em meio à pior crise política dos últimos anos na Alemanha, a chanceler do país, Angela Merkel, afirmou neste sábado (25) que quer formar um novo governo "muito rapidamente" com o SPD (Partido Social-Democrata), sigla que já afirmou que quer passar para a oposição.

Nos últimos dias, uma série de negociações frustradas colocaram o quarto mandato de Merkel como chanceler em xeque. Após rodada de conversas, a alemã não conseguiu formar um governo que incluísse o seu partido (a CDU, União Democrata-Cristã), a CSU (legenda-irmã da primeira na Baviera), os liberais do FDP e os Verdes para a maioria no governo.

Com poucas opções, Merkel vê com bons olhos uma aliança com o SPD, o rival mais tradicional da CDU e que nesta sexta (24) reverteu decisão anterior e concordou em negociar.

"A Europa precisa de uma Alemanha forte e, por isso, é desejável formar um novo governo muito rapidamente", disse Merkel durante discurso a representantes regionais de seu partido em Kühlungsborn, no nordeste da Alemanha.

Uma coalização com o SPD não seria novidade. Ambos os partidos já governaram juntos em duas ocasiões, de 2005 e 2009 e de 2013 a 2017, em governo que era chamado de "grande coalização".

Mas após o resultado das eleições há dois meses, marcada pela ascensão da extrema-direita, o SPD anunciou sua intenção de passar à oposição para se fortalecer politicamente.

Apesar do distanciamento entre o partidos, Merkel disse que as negociações com o SPD devem se desenvolver "baseadas no respeito mútuo".

"Trabalhamos bem juntos", disse a chanceler. Ela disse que, sob a "grande coalizão", a Alemanha gozava do mercado de trabalho mais forte e de um orçamento equilibrado.

NOVAS ELEIÇÕES

Na segunda (20), Merkel chegou a dizer que prefere uma nova eleição a liderar um governo de minoria. Em outra entrevista, entretanto, ela afirmou se sentir pronta para atuar por mais quatro anos como primeira-ministra.

Neste sábado, a chanceler voltou a rejeitar a possibilidade de novas eleições. "Acho totalmente errado pedir aos eleitores para que votem novamente", disse.

Sem mencionar a opção de um governo minoritário, Merkel disse que, apesar de fracassos nas negociações, agora quer "olhar para frente". Ela disse que seus objetivos são manter as finanças da Alemanha sólidas, reduzir alguns impostos e expandir a infra-estrutura do país.

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