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Sexta, 29 Janeiro 2016 16:08

Toxoplasmose: transmissão, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

A infecção acomete diversas espécies de animais e também o homem A infecção acomete diversas espécies de animais e também o homem (Foto: Divulgação)

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, em geral encontrado nas fezes de gatos

A infecção acomete diversas espécies de animais e também o homem, podendo ser adquirida principalmente por meio de alimentos contaminados com cistos do parasita. Não há risco de transmissão entre humanos, mas a doença pode afetar quase todas as partes do corpo, incluindo coração e sistema nervoso.

Em geral, as pessoas contaminadas não apresentam sinais da doença, passando muitas vezes despercebidas. Porém, indivíduos com baixa resistência ou com doenças pré-adquiridas que comprometam o sistema imunológico podem desenvolver sérios problemas de saúde.

Transmissão

A toxoplasmose é transmitida por diferentes formas, porém um dos principais veículos de transmissão são os gatos. No geral, eles contraem o parasita ao comer outros animais (roedores e aves) e pequenos insetos infectados, liberando depois o parasita no meio ambiente pelas fezes.

O homem se contamina pelo fato de não lavarem as mãos, ou não utilizarem luvas ao limpar jardins e caixas sanitárias de seus animais, que podem estar infectadados pelo parasita.

A transmissão pode ocorrer também por meio de alimentos e água contaminados, e com uma menor frequência por transfusão de sangue e órgãos.

A toxoplasmose também pode ser transmitida da mãe para o feto pela placenta, este tipo de infecção é chamado toxoplasmose congênita.

Sintomas

Geralmente a toxoplasmose não causa nenhum tipo de sintoma na maioria dos indivíduos infectados. Porém, pacientes nos quais a doença não é assintomática apresentam sintomas variáveis de acordo com a forma da infecção (por meio do cisto do parasita ou durante a gravidez).

Crianças com toxoplasmose congênita (transmitida durante a gestação), podem apresentar sintomas graves que podem ocorrer em meses ou até mesmo anos após o nascimento, como por exemplo: icterícia, déficit intelectual acentuado, convulsões e problemas na visão que podem levar à cegueira.  

Em relação à toxoplasmose adquirida (quando há contato com o parasita), em geral indivíduos com o sistema imune normal não apresentam sinais clínicos e a doença passa despercebida, mas em alguns casos podem apresentar sintomas parecidos com os da gripe como febre, dor no corpo e cansaço.

Pacientes com o sistema imunológico debilitado também podem apresentar sérios problemas de saúde, como convulsões, doenças respiratórias, icterícia e problemas neuropsicomotores.

Diagnóstico e Tratamento

O método habitualmente usado para a confirmação do diagnóstico da toxoplasmose é a sorologia, sendo realizada em sangue para detectar a presença de anticorpos IgG e IgM contra o parasita. Exames de imagens e biopsia também podem ser solicitados dependendo do local da infecção.

A toxoplasmose pode trazer sérios danos ao bebê e os exames de sangue realizados de rotina durante a gestação mostram se a mulher já tem imunidade adquirida ou não contra a toxoplasmose. Para verificar essa imunidade o exame a ser realizado é a dosagem de anticorpos IgG contra a toxoplasmose.

O tratamento mais adequado será indicado após o diagnóstico e avaliação clínica criteriosa do médico. Uma intervenção especifica nem sempre é indicada nos casos em que o hospedeiro é imunocompetente, exceto na vigência de coriorretinite, miocardite, dano em outros órgãos e em infecções agudas em gestantes e pessoas imunossuprimidas.

Em gestantes, o acompanhamento e intervenção são necessários para que diminua o risco de transmissão de toxoplasmose para o bebê. Geralmente entre as drogas mais utilizadas em grávidas está a espiramicina, que é indicada no primeiro trimestre de gestação para o tratamento de infecção aguda, pois este medicamento não atravessa a barreira transplacentária, não oferecendo risco ao feto.

Para mulheres com idade gestacional superior a 18 semanas é indicado o esquema tríplice, que é a combinação de sulfadiazina e pirimetamina, associada ao ácido fólico. Durante o pré-natal de rotina as gestantes devem ser testadas para verificar a sua imunidade para toxoplasmose. 

Já para as infecções em imunossuprimidos como os contaminados pelo vírus HIV-1, recomenda-se que devem permanecer tomando uma dose um pouco menor da medicação que usaram para tratar a doença por tempo indeterminado.

Prevenção

  • Lavar bem frutas e verduras;
  • Não consumir carnes cruas e/ou malcozidas;
  • Ao cuidar de plantas, jardim ou jardineiras sempre usar luvas;
  • Higienizar bem os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos, antes e após o uso;
  • Tomar água potável, na ausência ferver a água antes do consumo. Em viagens preferir tomar águas comercializadas;
  • Após a limpeza da caixa sanitária ou caixa de terra de uso de gatos, lavar bem as mãos e fechar e descartar o material desprezado de forma segura para que não virem meios de contaminação.

 

 

Fontes: CDC, OMS, NIH, Sociedade Brasileira de Infectologia

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