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Quinta, 31 Dezembro 2015 11:56

Conheça e saiba como evitar a candidíase

20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase 20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase (Foto: Divulgação)

A cândida é um fungo encontrado na flora comum em algumas regiões do corpo. Alterações no sistema imune e falta de higiene adequada podem levar à proliferação desses fungos e ao desenvolvimento da doença chamada candidíase

Existem diferentes espécies de fungos que podem causar a candidíase, sendo que a mais frequente é a Cândida albicans. Existem de outras espécies são a Cândida dublinensis, Cândida tropicalis e Cândida parapsilosis.

Presente na flora comum (quantidades limitadas) da boca, intestino e vagina mesmo em indivíduos saudáveis, quando se desenvolve a candidíase pode afetar vários outros órgãos e lugares como pele, aparelho digestivo, genitais, bexiga e unhas.

A candidíase é uma das doenças de maior incidência adquirida em ambientes hospitalares, mas quando diagnosticada e tratada de forma correta tem um ótimo prognóstico. Porém, quando não são tomadas medidas preventivas, que inibem o crescimento deste fungo, ocorre o surgimento de uma nova infecção.

A maioria das mulheres tem cândida vaginal em algum momento da vida ocasionada principalmente pela cândida albicans. Em média 20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase.

Tipos de Candidíase

Dependendo da localização, a candidíase pode se manifestar de diferentes formas. As formas de manifestação são basicamente de três tipos: mucocutânea, cutânea e sistêmica.

A candidíase mucocutânea acomete a cavidade oral e o canal vaginal, sendo esta última a mais comum. A candidíase vulvovaginal é caracterizada por coceira intensa na vagina e na região próxima a ela, corrimento esbranquiçado e sem cheiro, dor para urinar, dor na relação sexual e ardência. Atividade sexual (traumas de mucosa), absorventes internos e externos, uso contínuo de roupas apertadas, peças íntimas de tecidos sintéticos, gravidez, anticoncepcionais orais e o dispositivo intrauterino (DIU), dentre outros, são alguns dos fatores predisponentes para este tipo de candidíase.

A candidíase cutânea pode acometer áreas úmidas do corpo como: espaços interdigitais, regiões das mamas, axilas, pregas das virilhas, debaixo de unhas e frequentemente ocorre quando há condições de umidade e temperatura, como as dobras da pele, embaixo das fraldas de recém-nascidos e em climas tropicais ou durante meses de verão.

Já a forma disseminada da candidíase é rara e ocorre em pacientes terminais com doenças debilitantes, neoplásicas, doenças imunossupressoras e após transplantes de órgãos. Nesses casos, pode acometer diferentes órgãos e tecidos como: pulmões, meninges, rins, bexiga, articulações, fígado, coração e olhos.

Quais são os principais fatores de risco para desenvolver a candidíase?

  • Infecções por HPV
  • Diabetes
  • Indivíduos com baixa imunidade portadores de doenças como HIV
  • Tratamento prolongado com uso de antibióticos e corticoides
  • Gestação
  • Sexo sem proteção
  • Uso de contraceptivos orais
  • Obesidade
  • Hospitalização prolongada

Transmissão

Como já relatado, a cândida faz parte da flora comum em algumas regiões do corpo humano e desenvolve-se quando a imunidade está baixa. Porém, em alguns casos pode ocorrer a transmissão entre indivíduos.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns da candidíase genital feminina encontram-se: prurido na área vaginal (coceira), dor ao ter relações sexuais, vermelhidão na região da vagina e um corrimento espesso e esbranquiçado.

Nos homens a candidíase mucocutânea genital pode causar desconforto, irritação e vermelhidão na boca e na língua, assim como erupções no órgão genital masculino, coceira e desconforto ao urinar e durante a relação sexual.

Como é realizado o diagnóstico para a candidíase?

O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico, testes laboratoriais e sintomatologia.  

Tratamento

Todo tratamento com uso de medicamentos deve ser indicado e monitorado por especialista, pois para cada doença há uma indicação adequada.

No geral, o tratamento adotado depende do local em que a candidíase está se desenvolvendo assim como o nível de recorrência da mesma. São indicados medicamentos antifúngicos de uso tópico (pomadas). No caso de infecções persistentes e recorrentes o médico pode indicar um medicamento de uso oral.

Prevenção  

Os fungos se desenvolvem com maior facilidade em ambientes quentes e úmidos, desta forma o uso de roupas justas e absorventes internos devem ser evitados. Outra forma de evitar o desenvolvimento da candidíase é tendo um cuidado especial com a pele, mantendo sempre limpa e seca. Controlar o nível de açúcar no sangue, manter um peso e vida saudável também ajudam a prevenir a doença, assim como a higiene intima e uso de preservativos.

 

 

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