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Segunda, 05 Outubro 2015 14:01

Infecção pelo HPV é uma das principais causas do câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero, conhecido também como câncer cervical é o segundo mais frequente na população feminina

O HPV (Papilomavírus Humano) pertence à família dos Papovaridiae que engloba uma grande variedade de subtipos de vírus, responsáveis desde o aparecimento de simples verrugas até o câncer de colo de útero. A forma mais frequente de transmissão do HPV é a sexual, havendo também a probabilidade de transmissão vertical (transmitida de mãe para filho, através do parto). A transmissão por outras formas também é possível, porém com baixa probabilidade. Atualmente são conhecidos mais de 100 tipos de HPV, dos quais 40 afetam as zonas genital e anal.

Os principais subtipos de HPV são classificados em dois grupos, de baixo e alto risco.

Baixo risco:  6, 7, 11, 42, 43, 70 e 90.

Alto risco: 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73, e 82.

Os tipos de HPV denominados de baixo risco oncogênico, no geral, estão associados a lesões benignas (verrugas e lesões de baixo grau). A infecção por HPV de alto risco oncogênico, são causadas por aproximadamente 15 subtipos de vírus. Os mais comuns no desenvolvimento do câncer de colo de útero são os subtipos 16 e 18, que também pode produzir verrugas, mas originalmente lesões graves que quando não tratadas devidamente podem levar ao câncer.

A infecção pelo HPV é uma das principais causas do câncer de colo de útero. A melhor forma de prevenção para mulheres é a vacinação.  A vacina protege contra os subtipos 16 e 18 que são considerados de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Vacina Quadrivalente - protege contra os tipos: 6, 11, 16 e 18.

Vacina Bivalente – protege contra os tipos: 16 e 18.

A infecção por HPV não tem cura e pode somente ser tratada, porém infecções causadas pelos subtipos de alto risco e não tratadas de forma correta, podem com o tempo levar ao câncer de colo de útero.

Vale ressaltar que, nem toda mulher infectada por um vírus de alto risco apresentará um processo carcinogênico e está probabilidade somente aumenta com o decorrer do tempo em infecções persistentes.

Diagnóstico 

Visitas periódicas ao ginecologista, e realização de exames de rotina como colposcopia e papanicolau, são importantes para o diagnóstico precoce de doenças. O exame de papanicolau permite detectar alterações celulares, enquanto que para pacientes com quadro clinico indicativo pode ser realizado exames moleculares de detecção e genotipagem do vírus HPV. Anamnese, exames físicos e exames laboratoriais básicos são essenciais para a base de qualquer diagnostico. Outro exame, como a Biopsia dirigida, é necessário para a confirmação do câncer de colo de útero, assim como exames de imagens (ultrassonografia e ressonância magnética) que também podem auxiliar no diagnóstico.

Existem também exames mais específicos disponibilizados no Brasil, como a detecção e quantificação da superexpressão dos oncogenes E6 e E7, que pode ser realizado durante toda a vida da mulher, para acompanhamento e no auxílio ao diagnóstico.

No Brasil são diagnosticados aproximadamente 15.000 novos casos de câncer de colo de útero ao ano, segundo INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva). Enquanto que mundialmente, este número se eleva a mais de 500.000 novos casos, segundo IARC (International Agency for Research on Cancer).

 

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