Edição de Hoje capa
Edições Anteriores
Quinta, 05 Maio 2016 14:45

Guillain-Barré: síndrome neurológica associada ao Zika vírus

Pacientes com SGB necessitam ser inicialmente admitidos em hospital para observação rigorosa Pacientes com SGB necessitam ser inicialmente admitidos em hospital para observação rigorosa (Foto: Depositphoto)

Doença autoimune ganhou destaque devido à suspeita na sua relação com o Zika vírus

Pouco frequente, a síndrome de Guillain-Barré (SGB) é caracterizada por um transtorno no sistema autoimune que ataca parte do seu próprio sistema nervoso periférico, tendo como consequência sintomas como fraqueza muscular e até mesmo paralisia.

A maior preocupação está no fato dos sintomas se agravarem de forma rápida, necessitando assim de intervenção médica e tratamento assistido.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenções de Doenças (CDC), qualquer pessoa pode desenvolver SGB, porém, na maioria dos casos, ela é mais comum em adultos com mais de 50 anos de idade.

A causa exata da síndrome de Guillain-Barré não é conhecida. A doença é normalmente desencadeada por infecções virais ou bacterianas e, em situações raras, após vacinações, cirurgias e traumas. Além disso, pesquisas recentes relacionam o aumento de casos da síndrome com a infecção por Zika vírus.

Sintomas

Os principais sintomas são a debilidade e perda das funções musculares que levam à paralisia. Em geral, os problemas começam nos membros inferiores, com fraqueza e formigamento nas pernas e posteriormente atingem a parte superior do corpo. Também pode ser observada dificuldade na respiração em pacientes onde os músculos torácicos são afetados.

Em alguns casos, o quadro clínico inclui paralisia das pernas, braços e músculos da face. Os casos que levam a paralisia total são raros e podem levar a óbito, necessitando então de tratamento assistido.

Diagnóstico

Devido à variedade dos sintomas, o diagnóstico clínico na fase inicial da doença pode ser complicado.

Em geral, o diagnóstico da síndrome de Giullain-Barré é realizado com base nos sintomas que o paciente apresenta, nos exames neurológicos complementares que avaliam a perda de reflexos tendinosos e também na punção lombar para análise de concentração elevada de proteínas no líquido cefalorraquidiano. Para determinar a causa da doença, podem ser necessários exames de sangue adicionais.

Tratamento

Não há cura para a síndrome de Giullain-Barré, porém com tratamento adequado, os sintomas podem ser amenizados e ter duração reduzida.  Há casos nos quais os pacientes se recuperam totalmente, mas uma pequena parcela segue apresentando relatos de fraqueza muscular.

A imunoglobulina humana intravenosa (IGIV) tem sido o tratamento de escolha na maioria dos países, apesar do seu mecanismo de ação ser pouco compreendido.

O uso de IGIV é recomendado para todos os pacientes com critérios diagnósticos estabelecidos de SGB em estágio moderado-grave no período de 2-3 semanas após o início dos sintomas, sendo sua administração efetiva dependente da disponibilidade do fármaco e da experiência do centro de atendimento terciário envolvido.

Ademais, pacientes com SGB necessitam ser inicialmente admitidos em hospital para observação rigorosa. Melhores cuidados são obtidos em centros terciários, com facilidades de cuidados intensivos e uma equipe de profissionais que estejam familiarizados com as necessidades especiais destes pacientes.

 

 

 

Fontes: ANVISA, NIH, OMS, CDC

Gazeta SP

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação
Comercial

Diretor Presidente
Sergio Souza

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Diretor de Projetos Especiais
Marcelo Barros