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Quinta, 24 Março 2016 17:00

Meningites exigem diagnóstico e tratamento rápidos

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite ( Foto: Divulgação )

A meningite é uma doença que atinge o sistema nervoso central em decorrência da inflamação do tecido cerebral e medula espinhal, sendo causada principalmente por infecção bacteriana ou viral

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Esta inflamação pode ocorrer por lesão física, uso de certos medicamentos ou, neoplasias, mas em geral ocorre por infecção bacteriana, viral, fúngica ou parasitária.

A doença pode acometer pessoas de qualquer idade, porém a atenção está voltada para crianças menores de cinco de idade e idosos.

Há uma preocupação maior associada à meningite bacteriana causada pela Neisseria meningitidis, pois esta bactéria é altamente contagiosa e pode levar à morte. Em alguns casos, quando a meningite bacteriana é diagnosticada tardiamente, ela pode deixar sequelas severas.

A incidência da meningite bacteriana é maior em países em desenvolvimento e principalmente em regiões mais populosas, devido à precariedade das condições de serviços de saúde.

Tipos de meningite

A meningite bacteriana é causada principalmente pelas bactérias Neisseria meningitidis, Streptpcoccus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

Outros tipos de bactérias também podem causar a doença como, por exemplo, estreptococos do grupo B, bacilos gram-negativos, Listeria mocytogenes e Staphylococcus aureus.

Já a meningite viral apresenta menor gravidade quando comparada a bacteriana e as pessoas infectadas normalmente evoluem à cura em 5 a 10 dias. Os vírus mais comuns que causam este tipo de meningite são do gênero Enteroviridae, mas outros como o herpes simples, caxumba e arbovírus também podem causar a doença, porém com menor frequência.

Transmissão

A transmissão da meningite bacteriana ocorre na maioria dos casos pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas, como por exemplo, secreções nasais, gotículas expelidas ao tossir ou espirrar e até mesmo pelo beijo. Também é possível o contágio ao dividir talheres e copos com pessoas doentes, e outros objetos de usos pessoais.

Além da contaminação pelo contato com pessoas infectadas, a meningite viral pode ser ocasionada ainda quando o indivíduo apresenta uma infecção que se multiplica na corrente sanguínea e atinge o sistema nervoso central.

Sintomas

A gravidade e o tratamento das meningites diferem, mas para que o paciente não apresente sequelas e risco de vida, é extremamente importante o reconhecimento dos sintomas e diagnóstico para o tratamento precoce da doença.

Os principais sintomas da meningite bacteriana são dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, vômitos, baixa tolerância à luz (fotofobia), febre alta e manchas na pele semelhantes à picada de mosquito (petéquias).

No caso da meningite viral, os sintomas em geral são dores no corpo, mal-estar, febre, fraqueza e náuseas que desaparecem em até 10 dias. Assim como na meningite bacteriana, a rigidez da nuca também é um dos sinais clássicos.

Diagnóstico

O diagnóstico da meningite é feito com base nos sinais clinicos do paciente e confirmado laboratorialmente.

O diagnóstico laboratorial consiste na obtenção de uma amostra de líquido cefalorraquidiano, extraído por punção lombar. Posteriormente é realizada a contagem e diferenciação de células, assim como a identificação da bactéria quando presente.

Na meningite viral, há um aumento do número de glóbulos brancos (leucócitos), principalmente linfócitos e monócitos. No caso da meningite bacteriana, também há disponível a prova rápida de látex que permite a detecção de diferentes tipos de bactérias na amostra do paciente.

Importante ressaltar que, estes procedimentos só podem ser realizados por especialistas. Os laboratórios de urgência em hospitais tanto da rede pública e privada devem contar com profissionais qualificados para fazer as análises.

 

 

Tratamento e prevenção

Os pacientes com meningites bacterianas devem ser diagnosticados e tratados o mais rápido possível, e de preferência em ambiente hospitalar e com o uso de antibióticos apropriado para o tipo de bactéria responsável pela infecção.

Já os indivíduos com meningite viral necessitam somente de repouso na maioria dos casos e medicamentos para melhorar a dor, vômitos e outros sintomas secundários.

Pacientes com qualquer tipo de meningite devem ficar isolados no início dos sintomas para evitar a contaminação de outras pessoas, interrompendo assim o ciclo de disseminação da doença.

Ao conviver com um paciente em tratamento é importante ter alguns cuidados como evitar contato direto e dividir objetos de usos pessoais, assim como talheres e copos.

Para a prevenção dos surtos de meningite é importante que o diagnóstico seja realizado o mais rápido possível, e que os pacientes sejam isolados e recebam tratamento adequado. Ao visitar algum região onde a doença é presente, evite lugares fechados e pouco ventilado.

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite, indicada principalmente para crianças, adolescentes, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Algumas delas fazem parte do calendário básico de vacinação, como a vacina contra o Haemophilus influenzae do tipo B. Também há outros tipos de vacinas disponíveis na rede privada e de eficácia comprovada.

Bons hábitos de higiene, evitar lugares fechados e com aglomerações de pessoas também auxiliam na prevenção à doença.

 

 

 

Fontes: OMS, NIH, CDC 

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