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Terça, 01 Março 2016 13:12

Combatendo a tuberculose

Os bacilos podem acometer qualquer órgão, mas os pulmões são infectados com maior frequência - Os bacilos podem acometer qualquer órgão, mas os pulmões são infectados com maior frequência - (Foto: Divulgação)

A tuberculose é uma das doenças mais antigas do mundo embora tenha sido descoberta apenas em 1882 pelo médico alemão Robert Koch. Apesar dos programas de prevenção, ainda são registrados milhares de casos da doença em todo o mundo

A tuberculose (TB) é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis conhecida também como bacilo de Koch.

Estes bacilos possuem a forma de um bastão e uma cápsula externa que os tornam mais resistentes à ação de antibióticos e células de defesa do nosso corpo. Geralmente, estas bactérias afetam os pulmões mas também podem acometer outros órgãos como ossos e meninges.

A invenção da vacina BCG, indicada para prevenção da tuberculose, só ocorreu por volta na década de 1930 e sua eficácia foi comprovada na década de 50, quando se constatou uma redução drástica no índice de mortalidade pela doença.

Entretanto, apesar da redução dos casos pela vacina e programas de triagem e prevenção, anualmente ainda são diagnosticados cerca de 6 milhões de novos casos no mundo sendo que mais de um milhão vão a óbito. No Brasil nos últimos 17 anos, a cada ano, são notificados cerca de 70 mil novos casos dos quais 4 mil resultam em mortes.

Transmissão

A TB na forma pulmonar além de ser a mais frequente, é ainda a de maior importância para a saúde pública sendo a principal responsável pelo ciclo de transmissão da doença.

A transmissão ocorre na maioria dos casos por meio de gotículas eliminadas pela tosse, fala, respiração ou espirros do doente sendo que, ambientes fechados e não ventilados favorecem a disseminação da doença.

Sintomas

Os bacilos podem acometer qualquer órgão, mas os pulmões são infectados com maior frequência devido à tendência das bactérias em se desenvolverem em locais ricos em oxigênio.

Nos pulmões, a TB se desenvolve a partir do momento em que atingem os alvéolos pulmonares. A partir daí, as bactérias começam a se multiplicar constantemente provocando uma reação inflamatória intensa. O pulmão responde a esse quadro produzindo tosse e muco.

As pessoas acometidas pela bactéria, geralmente, apresentam dor no peito, falta de apetite, emagrecimento, febre branda e tosse produtiva e persistente. O muco produzido pode apresentar coloração esverdeada, amarelada ou sanguinolenta.

Caso o individuo note a presença de tosse por mais de 3 semanas, ele deve procurar um posto de saúde e realizar o exame. Caso o diagnóstico seja positivo, o tratamento para a TB é gratuito.

 

 

Diagnóstico

A baciloscopia (pesquisa de bacilos) é o principal método de diagnóstico e também usado para o controle do tratamento da tuberculose. Trata-se de um método simples, de baixo custo e de rápida execução que consiste na observação da presença de bacilos em amostra de escarro com o auxílio de um microscópio. Caso seja observada a presença de bacilos na amostra o diagnóstico é positivo.

Exames radiológicos como a radiografia do tórax, por exemplo, podem auxiliar na investigação bem como avaliam a extensão do comprometimento pulmonar. Testes que consistem na inoculação intradérmica, como a prova de tuberculina, também são usados no diagnóstico, principalmente das crianças.

Tratamento

O tratamento para a TB dura no mínimo seis meses e é feito com 4 drogas nos dois primeiros meses (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol). Nos quatro meses subseqüentes utilizam-se rifampicina e isoniazida. O tratamento completo dura 6 meses e leva à cura, mas desde que não ocorram outras complicaçõe com uso adequado e diário da medicação.

Quando os pacientes são resistentes aos dois antibióticos de primeira linha mais poderosos (rifampicina e isoniazida), considera-se que eles tenham desenvolvido a tuberculose multirresistente a medicamentos (TB-MDR) que afeta cerca de 480 mil pessoas.

A TB-MDR é um tratamento complexo, pois exige a ingestão de uma grande quantidade de medicamentos, podendo levar até dois anos e causar diversos efeitos colaterais graves, como, por exemplo, a surdez. Além de o tratamento ser muito caro, a taxa de cura também é baixa.

Prevenção

As medidas de proteção individual incluem a vacinação com BCG e a prevenção com medicamentos (quimioprofilaxia). A vacina BCG é aplicada no primeiro mês de vida e é capaz de prevenir as formas mais graves da doença nas crianças. Já a quimioprofilaxia está indicada para algumas pessoas que apresentam um grande risco de adoecer e é sempre indicada por um profissional de saúde especializado.

Ademais, recomenda-se evitar o contato direto com pessoas doentes e havendo alguma pessoa da família infectada, é importante ter alguns cuidados  como não dividir objetos de uso pessoal, não dormir no mesmo cômodo e manter a casa ventilada.

 

 

" Diagnosticar precocemente e oferecer tratamento adequado, interrompendo o ciclo de transmissão da doença é a melhor forma de lutar contra a tuberculose 

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