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Sábado, 25 Novembro 2017 18:40

Região de São Vicente sofre com abandono

Após anos de descaso, a área do bairro Bitaru, em São Vicente, mais parece uma região ‘fantasma’
Entrega do Teatro Municipal nunca aconteceu Entrega do Teatro Municipal nunca aconteceu Rodrigo Montaldi/DL
Por Diário do Litoral

Falta de manutenção: lixo, mato alto; obras nunca finalizadas; ocupação irregular; essa é a situação de abandono da área que abriga o Centro de Convenções, o Teatro Municipal e o Conjunto Habitacional Parque Bitaru.

Após anos de descaso, essa área do bairro Bitaru, em São Vicente, mais parece uma região ‘fantasma’. O local, que é próximo à Rodovia dos Imigrantes, faz parte do trajeto diário de moradores que se deslocam entre Praia Grande e São Vicente e, por conta de todo esse abandono, ainda preocupa pela insegurança.

Daiane Carvalho é uma das pessoas que faz esse percurso e lamenta a situação da região. “Acho o local bem triste, tinha tudo para ser bem preservado e limpo. Tem dias que lá parece cena do ‘The Walking Dead’ (série de televisão pós-apocalíptica). Quando passo de carro, é sempre de vidros fechados”, relata.
Juntos, os três equipamentos tem um total de cerca de 127 mil m², sendo 29.813,20 m² do Centro de Convenções, 7.741,13 m² do Teatro Municipal e 89.426,94 m² do Conjunto Habitacional.

A atual Administração culpa a antiga gestão pelo abandono do local e promete que em breve todas as obras serão retomadas.

Os moradores do México 70 aguardam há anos os apartamentos do Conjunto Habitacional. As obras deste equipamento começaram em 2008 e foram paralisadas em 2011. Quem passa pelo local vê roupas estendidas em algumas janelas, sinal que alguns apartamentos foram invadidos. De acordo com o secretário da Habitação, Edson Brasil, trata-se de 23 famílias, que serão desalojadas assim que as obras retomarem.

“A Prefeitura não tem verba para aluguel social e os apartamentos já estão destinados às famílias do México 70, portanto elas terão que sair”, explica Brasil.

De acordo com o secretário, a Prefeitura já conseguiu o orçamento de R$ 14 milhões para reiniciar as obras. Desses, R$ 11 milhões vieram do Ministério das Cidades e R$ 3 milhões da CDHU. A assessoria de imprensa da CDHU informou que o valor realmente está garantido, mas só é liberado após licitação e conforme andamento das obras.

“Nos próximos dias faremos a licitação das obras, que terão início após uns três meses e meio. Esse dinheiro serve para fazermos a primeira fase, que é a construção de 224 unidades do Conjunto Habitacional. E estamos buscando mais recursos com a CDHU para realizar a fase II, que entregará as outras 196 unidades”, afirma.

O Teatro Municipal deveria ter sido entregue em 2011 - as obras começaram em 2009 - depois, o prazo foi prorrogado para 2014 e adiado novamente para 2015. A entrega nunca aconteceu. Hoje, não se sabe qual será a utilização do prédio.

Segundo o secretário do Governo, Jefferson Teixeira, a Administração depende da verba do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias Balneárias (Dade) para retomar as obras e decidir o destino do Teatro Municipal. “Estamos resolvendo pendências na prestação de contas dos recursos já investidos na obra. Precisamos parcelar alguns débitos existentes e devolver parte dos recursos.

A expectativa é de que, até o final deste mês, a verba do Dade para essa obra e a verba de 2017 sejam liberadas”, comenta.

Teixeira explicou ainda que São Vicente não recebe as verbas do Dade há uns três ou quatro anos, por várias obras em atraso das gestões anteriores.

São Vicente tem oito projetos aguardando verbas do Dade 2017, totalizando R$ 2,7 milhões de valor contingenciado, conforme informações da assessoria de imprensa da Cidade.

Interditado desde 2015, a Prefeitura promete que o processo licitatório para retomar as obras do Centro de Convenções será anunciado ainda este mês, juntamente com as novas definições para o local.

O secretário do governo explicou que uma equipe técnica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratada para realizar um laudo. Conclui-se que a estrutura do equipamento está em ordem e não precisa ser completamente refeita. Três usos já estão garantidos para o local, de acordo com Teixeira.

“Uma parte do empreendimento com certeza será destinado para área de Educação. Provavelmente terá um centro de capacitação de professores e a Secretaria de Educação também deve ser transferida para lá. Além disso, manteremos um espaço para auditório e a rodoviária também irá para o local”, afirma.

Teixeira confirmou ainda que a Guarda Civil Municipal (GCM) será sediada nesta região. “A GCM está atualmente em um prédio locado e será transferida para região, dando maior segurança ao local”, promete o secretário ao ser questionado sobre a segurança do local.

A antiga gestão chegou a firmar um acordo com o Governo Estadual para que uma unidade do Poupatempo viesse para São Vicente. Pela demora em encontrar um espaço adequado, o convênio foi suspenso. O secretário do governo afirma que trazer o equipamento para a Cidade é uma vontade da atual gestão. “Não temos garantia, mas vamos renegociar com o governo para trazer o Poupatempo e caso se confirme, ele poderá ficar sediado no Centro de Convenções”, diz.

 

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