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Terça, 21 Novembro 2017 16:35

Ex-prefeito de Embu-Guaçu é preso por crimes contra a administração pública

A medida foi cumprida por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Taboão da Serra
Os moradores ficaram surpresos quando mais de 10 viaturas da Polícia Civil se dirigiram à Prefeitura de Embu-Guaçu com mandados de busca e apreensão Os moradores ficaram surpresos quando mais de 10 viaturas da Polícia Civil se dirigiram à Prefeitura de Embu-Guaçu com mandados de busca e apreensão divulgação Alesp
Por Marcelo Tomaz

O ex-prefeito de Embu Guaçu, Walter Antonio Marques, o Walter do Posto (PTB), foi preso preventivamente nesta terça-feira, 21, acusado de crimes contra a administração pública. A medida foi cumprida por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Taboão da Serra.

Os moradores ficaram surpresos quando mais de 10 viaturas da Polícia Civil se dirigiram à Prefeitura de Embu-Guaçu com mandados de busca e apreensão no começo da manhã e funcionários foram impedidos de entrar na repartição pública para trabalhar.

Walter do Posto foi acusado por organização criminosa, usurpação de função pública, tráfico de influência e participação em peculato. Segundo as primeiras informações, os investigadores coletam documentos e computadores e buscam materiais que comprovem fraudes em licitações públicas. Uma delas seria no transporte escolar.

Diálogos gravados entre políticos da cidade, funcionários públicos e o próprio acusado levam a crer que Walter do Posto seria o responsável por avalizar a contratação de monitores do transporte escolar da cidade. Ele também estaria negociando terrenos e eventuais compensações de débitos do município, além de ter nomeado um secretário para atender interesses de terceiros em agosto, enquanto a atual prefeita Maria Lucia (PSB), sua esposa, estava em Brasília.

Segundo a Justiça, essa conduta indicaria que ele “apossou-se arbitrariamente e de forma ilegítima de funções e atribuições que não lhe competiam”. No despacho é lembrado ainda que Walter do Posto já tinha contra ele medidas cautelares provenientes de processo anterior que o impediam de exercer função pública ou frequentar os prédios da prefeitura.

O texto ainda diz que as provas dos autos apontaram que Maria Lucia não tinha conhecimento ou não anuiu os comportamentos criminosos dos acusados. Nos áudios, Ivanir Saito, que seria assessora da prefeitura, ainda diz que a prefeita “não é política” e sim “dona de casa”, e que para resolver qualquer problema “não adianta falar com ela. Tem que falar com aquela pessoa lá”, se referindo ao ex-prefeito.

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