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Sexta, 06 Outubro 2017 18:06

População da zona leste está mais exposta a problemas de saúde

Mais pobres e menos escolarizados, moradores da região enfrentam desinformação e falta de acesso aos serviços de saúde
População da zona leste está mais exposta a problemas de saúde Gazeta de S. Paulo
Por Marcelo Tomaz
De São Paulo

Com aproximadamente quatro milhões de habitantes, a zona leste de São Paulo é a região da cidade que mais sofre com problemas de saúde. É o que aponta a última edição do Inquérito de Saúde, estudo da Universidade de São Paulo (USP) realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

Dos 17 indicadores divulgados até agora, os moradores de distritos como Arthur Alvim, Penha e São Mateus têm os piores resultados em oito. Eles são os que mais tiveram problemas de saúde (22,1%) e consumiram medicamentos (61,5%) nas duas semanas anteriores ao estudo e os que menos realizam mamografias (65,2%) e exames de prevenção contra o câncer de próstata (55,5%).

De acordo com o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, doutor Chester Luiz Galvão César – um dos autores do estudo – isso ocorre porque os moradores da zona leste são mais pobres e os menos escolarizados. “Os resultados emanam das condições socioeconômicas. Por esses indicadores, fica claro que os moradores dessa região não possuam amplo acesso ao serviço de saúde”, explica.

Os resultados do outro lado da cidade apontam que o estudioso tem razão. A zona centro-oeste, de bairros como Itaim Bibi, Perdizes e Morumbi, lidera o número de indicadores positivos. O percentual de diabéticos (5,9%), obesos (16,6%) e pessoas com sobrepeso (24,8%) e excesso de peso (41,4%) são os menores entre as cinco regiões da Capital.

“Os bons resultados estão relacionados aos bons hábitos. São pessoas que possuem conhecimento sobre os riscos de certas práticas, então procuram e têm acesso a atividades físicas e alimentos saudáveis”, aponta César.

A região centro-oeste também é a que contou com o menor número de hospitalizações no último ano (7,7%) e a que melhor auto avaliou sua saúde (78,8%).

Foram entrevistados 4.043 moradores da Capital com 12 anos ou mais.

Políticas compensatórias

Para o especialista, entretanto, as políticas compensatórias do Sistema Único de Saúde (SUS) tem colaborado para que os indicadores melhorem e sejam menos desiguais.

“Eu não acredito que regredimos. O que acontece é que as mudanças estatísticas, como no caso de doenças crônicas, a exemplo de hipertensão e diabetes, mudam muito lentamente, porque são os hábitos de vida das pessoas que mudam”.

Apesar disso, o doutor alerta que possíveis retrocessos no SUS podem aumentar a desigualdade.

Gazeta SP

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