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Terça, 13 Março 2018 19:08

Emanuelly teria sido torturada por quase um mês, diz delegado

Menina, de 5 anos, teve ferimentos na cabeça, no braço, no peito e até partes do cabelo arrancadas
Segundo o delegado, o laudo apontava que a menina tinha lesões de até 20 dias antes da morte Segundo o delegado, o laudo apontava que a menina tinha lesões de até 20 dias antes da morte Reprodução/Arquivo/TV Tem
Da Reportagem
De São Paulo

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina Emanuelly Agatha da Silva, de 5 anos, foi agredida várias vezes por quase um mês até morrer, no último dia 2, em Itapetininga, no interior de São Paulo. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo pelo delegado que responsável por investigar o caso, Eduardo de Souza Fernandes.

Segundo o delegado, o laudo apontava que a menina tinha lesões de até 20 dias atrás. A causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia cerebral. Os principais suspeitos do crime, Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, pai da menina e Débora Rolim da Silva, de 24 anos, a mãe, tiveram a prisão preventiva decretada e foram indiciados por maus-tratos.

Eles foram encaminhados para a penitenciária de Tremembé, a mesma que abriga o casal Nardoni, onde estão em celas isoladas.

O casal tem outra filha, de nove anos - fruto de um relacionamento anterior da mãe -, e um menino caçula, de quatro anos. Foi o irmão de Emanuelly que ajudou a polícia a entender o que aconteceu no dia do crime.

De acordo com o delegado Fernandes, Emanuelly estava dormindo quando os pais foram ao quarto dizendo que iriam leva-la ao banho. Um deles pegou a menina e a arremessou contra a parede, provocando um grave ferimento em sua cabeça.

“A informação passada por um dos filhos é que os dois foram ao quarto, enquanto a menina estava dormindo, e a agrediram. É um crime cujo passo a passo é difícil de ser comprovado, mas o depoimento do filho foi contundente. Eles [os pais] acordaram-na para tomar banho e, então, praticaram o ato que levou à morte”, afirmou o delegado em entrevista à “Tv Tem”.

Os pais chegaram a chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eles contaram aos socorristas que a menina estaria com convulsões por ter caído da cama, mas os médicos constaram múltiplas lesões na menina. “O ferimento era incompatível com a queda. Ela tinha uma lesão grave na cabeça, nos braços, pernas, peito e até mesmo teve partes do cabelo arrancadas. Ela tinha múltiplas lesões, mas o que provocou a morte foi o grave ferimento na cabeça”, explicou Fernandes.

Ainda segundo o delegado, os outros filhos não apresentavam lesões. Débora já tinha perdido a guarda de Emanuelly logo após uma depressão pós-parto, mas conseguiu comprovar na Justiça que tinha condições de cuidar da filha. O delegado também afirmou que os pais da menina eram usuários de drogas.

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